Abordagem a dependência química na atenção primária: uma revisão da literatura
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-100Palavras-chave:
dependência química, atenção primária à saúde, atenção integral, intervenções psicossociais, terapia cognitivo-comportamental, SUS, reabilitação psicossocialResumo
A dependência química é uma condição complexa e multifatorial que envolve elementos biológicos, psicológicos e sociais, exigindo uma abordagem ampliada na Atenção Primária à Saúde (APS). Este estudo, por meio de uma revisão integrativa da literatura, analisa as estratégias de atenção integral voltadas ao tratamento da dependência química no Brasil, com foco em intervenções psicossociais e terapias cognitivo-comportamentais. A pesquisa utilizou bases como PubMed, Scopus, SciELO e BVS, considerando publicações entre 2019 e 2024. Os resultados evidenciam que a APS desempenha papel central na porta de entrada do sistema de saúde, garantindo acolhimento, cuidado contínuo e vínculo terapêutico. Contudo, persistem desafios, tais como estigma social, insuficiência de recursos, dificuldades de articulação intersetorial e baixa adesão ao tratamento. As evidências reforçam a necessidade de fortalecimento da rede de atenção psicossocial, capacitação profissional e ampliação de políticas públicas que assegurem tratamento humanizado, integral e baseado em evidências. Conclui-se que a integração entre estratégias psicossociais, terapias estruturadas e suporte comunitário é fundamental para a reabilitação e reinserção social de pessoas com dependência química.
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