Prognóstico na meningoencefalite de origem desconhecida em cães: análise crítica dos fatores clínicos e laboratoriais
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-081Palavras-chave:
cães, MUO, neurologia veterinária, prognóstico, ressonância magnéticaResumo
A meningoencefalite de origem desconhecida (MUO) é uma das principais doenças inflamatórias do sistema nervoso central em cães e, além disso, apresenta prognóstico variável, o que dificulta sua abordagem clínica. Nesse contexto, objetivou-se analisar os fatores clínicos e laboratoriais associados ao prognóstico dessa enfermidade, buscando integrar evidências recentes da literatura. Para tanto, realizou-se uma revisão de literatura de natureza narrativa com abordagem crítica, baseada na análise de estudos científicos que investigaram variáveis clínicas, laboratoriais e de imagem relacionadas à evolução da doença. Dessa forma, observou-se que fatores como convulsões, alterações do estado mental, maior gravidade neurológica inicial e, ainda, a ocorrência de recaídas estiveram associados a desfechos desfavoráveis, enquanto a ressonância magnética se destacou como ferramenta relevante na avaliação prognóstica. Por outro lado, marcadores laboratoriais sistêmicos apresentaram utilidade limitada na predição dos desfechos clínicos. Assim, conclui-se que o prognóstico da MUO é multifatorial e dinâmico, sendo dependente da interação entre variáveis clínicas, achados de imagem e evolução da doença e, portanto, exigindo uma abordagem integrada para uma condução clínica mais adequada.
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