Tratamentos de sementes de maracujá-do-mato (Passiflora cincinnata Mast.) Para superação de dormência
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-080Palavras-chave:
germinação, fruticultura, produção de mudas, PassifloraResumo
As variedades silvestres de maracujá apresentam, de modo geral, baixas taxas de germinação, fato diretamente associado à presença de dormência nas sementes, que dificulta e retarda a emergência uniforme das plântulas. Nesse contexto, torna-se fundamental o desenvolvimento de estratégias que permitam superar essa limitação fisiológica. Assim, a presente pesquisa teve como objetivo avaliar a viabilidade de diferentes tratamentos pré-germinativos para a superação da dormência em sementes de maracujá-do-mato (Passiflora cincinnata Mast.). O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente ao acaso, em laboratório, e as sementes foram armazenadas a 15 °C por 180 dias. Inicialmente, foi avaliada a qualidade fisiológica das sementes por meio do peso de mil sementes e do teste de tetrazólio. No experimento de superação de dormência, as sementes foram submetidas a tratamentos mecânicos, térmicos, embebição em água, aplicação de Promalin (nas concentrações de 300 e 400 mg L-1) e combinações entre esses tratamentos, com quatro repetições. Aos 85 dias, foram avaliadas as variáveis porcentagem de germinação, índice de velocidade de germinação e velocidade de germinação das sementes. Conclui-se que os frutos de maracujá-do-mato apresentaram 59% de sementes vigorosas e peso de mil sementes de 24,38 g. Os tratamentos com escarificação com lixa associada à embebição em solução de Promalin a 300 mg L⁻¹ por 6 h a 25 °C, bem como a escarificação na extremidade do hipocótilo com lixa, promoveram maior germinação. Já o tratamento com embebição em solução de Promalin a 300 mg L⁻¹ por 72 h a 25 °C proporcionou maior velocidade e uniformidade na germinação.
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