Educação, crise climática e sustentabilidade: formação de hábitos e práticas sustentáveis no contexto escolar
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-076Palavras-chave:
educação ambiental, sustentabilidade, crise climática, educação climática, formação docenteResumo
Este ensaio teórico-reflexivo discute como a educação escolar pode contribuir para a formação de consciência ambiental, hábitos sustentáveis e compreensão crítica sobre a crise climática e a transição energética, assumindo os limites e as possibilidades próprias do gênero. Partindo da premissa de que a educação ambiental constitui dimensão estruturante da formação humana, e não conteúdo periférico, o texto articula tradição crítica brasileira (Reigota, Carvalho, Loureiro, Guimarães, Jacobi), referenciais internacionais (Morin, Sauvé, Freire, Latour, Klein), produção empírica recente em educação climática (Monroe et al., 2019; Rousell; Cutter-Mackenzie-Knowles, 2020) e literatura sobre competências para a sustentabilidade (Wiek; Withycombe; Redman, 2011; Brundiers et al., 2021), em diálogo com os relatórios do IPCC e da UNESCO e com o marco normativo brasileiro atualizado pela Lei nº 14.926/2024. Examinam-se tensões entre discurso institucional e prática pedagógica, fragilidades da formação docente, lacunas entre a complexidade da pauta energético-climática e o repertório didático disponível nas escolas, risco de moralização e desigualdades de infraestrutura. O texto discute, além disso, possibilidades de mediação pedagógica sustentadas em metodologias ativas, aprendizagem baseada em projetos e uso didático de ferramentas digitais para o estudo de cenários energéticos. Ao final, apresenta-se um quadro heurístico, composto por princípios, competências, indicadores e condições institucionais, cuja função é orientar pesquisas aplicadas e debates sobre políticas, sem pretensão de validação empírica.
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