Mutações associadas ao fenótipo duplo Merle: consequências clínicas, diagnóstico e estratégias de prevenção
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-068Palavras-chave:
doenças genéticas, gene Merle, pleiotropia, raças caninasResumo
As mutações associadas à pigmentação em cães têm despertado crescente interesse científico, sobretudo devido às suas implicações clínicas e éticas no âmbito da reprodução animal. Entre essas mutações, destaca-se o gene Merle, cuja expressão em homozigose resulta no fenótipo duplo merle, condição associada a anomalias congênitas que comprometem significativamente o bem-estar animal. Diante desse cenário, objetivou-se realizar uma revisão de literatura acerca das mutações associadas ao fenótipo duplo merle, abordando suas principais consequências clínicas, métodos diagnósticos e estratégias de prevenção. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de natureza exploratória, baseada em artigos publicados nas bases de dados Google Acadêmico, SciELO, PubMed, PubVet, CABI e Scopus. Os resultados evidenciam que a mutação Merle, decorrente de uma inserção do tipo SINE no gene PMEL, apresenta herança autossômica de dominância incompleta. Quando em homozigose (MM), exerce efeitos pleiotrópicos que afetam principalmente os sistemas auditivo e oftálmico, além de predispor a alterações dermatológicas. Conclui-se que o fenótipo duplo merle é uma condição geneticamente previsível e evitável, sendo a testagem genética prévia e o aconselhamento reprodutivo ferramentas fundamentais para a promoção de práticas de criação responsáveis e a salvaguarda da saúde animal.
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