Tumor de células da granulosa em cadela: correlação ultrassonográfica e histopatológica em relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-059Palavras-chave:
cães, ovário-histerectomia, vascularização, Call-ExnerResumo
As neoplasias ovarianas em cadelas constituem afecções incomuns, porém de relevância clínica e cirúrgica, especialmente em fêmeas adultas e idosas não castradas, podendo manifestar-se por sinais inespecíficos e dificultar o diagnóstico precoce. A ultrassonografia abdominal desempenha papel importante na detecção e caracterização inicial de massas ovarianas, enquanto a histopatologia permanece indispensável para a definição etiológica da lesão. O estudo teve como objetivo descrever os aspectos ultrassonográficos e histopatológicos de um tumor de células da granulosa em uma cadela, destacando a importância da correlação entre os exames de imagem, a avaliação macroscópica e a análise microscópica para o diagnóstico definitivo e condução do caso. Relata-se o caso de uma cadela Shih Tzu, não castrada, com nove anos de idade, atendida com distensão abdominal acentuada, apatia, hiporexia e aparente dificuldade respiratória. Na avaliação inicial, o hemograma revelou hemoconcentração e monocitose, enquanto a bioquímica sérica demonstrou discreta elevação da fosfatase alcalina. A ultrassonografia abdominal evidenciou volumosa formação expansiva em abdome caudal a médio, medindo aproximadamente 12,0 × 7,21 cm, com contornos regulares, ecotextura marcadamente heterogênea, múltiplas áreas anecoicas compatíveis com necrose, fluidificação e cistos internos, intercaladas por componente sólido, além de vascularização intralesional ao Doppler e reação inflamatória mesentérica adjacente. Com base nesses achados, realizou-se laparotomia exploratória seguida de ovário-histerectomia. Ao exame histopatológico, identificou-se neoplasia de cordões sexuais com áreas sólidas e císticas, pseudocistos com material eosinofílico e corpúsculos de Call-Exner, sendo o diagnóstico conclusivo para tumor de células da granulosa. Conclui-se que a ultrassonografia foi fundamental para a suspeita diagnóstica e o planejamento cirúrgico, enquanto a histopatologia foi essencial para a confirmação etiológica da neoplasia e adequada condução do caso.
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