Esporotricose canina no estado de Sergipe: relato de caso com abordagem clínica, diagnóstica e terapêutica
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-055Palavras-chave:
micose subcutânea, dermatologia veterinária, Zoonose, Sporothrix spp., cãoResumo
A esporotricose é uma micose subcutânea de importância zoonótica causada por fungos do gênero Sporothrix, cuja ocorrência tem sido cada vez mais registrada em diferentes regiões do Brasil (Gremião et al., 2020). Embora seja mais frequentemente descrita em felinos, casos em cães também podem ocorrer, sendo muitas vezes subdiagnosticados devido à menor carga fúngica presente nas lesões cutâneas dessa espécie (Serafina, 2019). Este estudo teve como objetivo relatar um caso de esporotricose em um cão atendido no município de Frei Paulo, estado de Sergipe, descrevendo seus aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos. Um cão sem raça definida, macho, com quatro anos de idade, apresentou prurido e úlceras serossanguinolentas em dorso e membros, com evolução aproximada de um mês. A confirmação diagnóstica foi obtida por meio de cultura fúngica, com isolamento de Sporothrix spp., considerada padrão ouro (Arenas et al., 2018). O tratamento consistiu na administração de itraconazol por via oral associado ao uso tópico de cetoconazol, resultando em remissão clínica completa após quatro meses, sem recidiva até seis meses após o término da terapia. Conclui-se que o reconhecimento precoce da enfermidade e a utilização de métodos diagnósticos adequados são fundamentais para o sucesso terapêutico e para o controle da esporotricose na medicina veterinária.
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