Gestão de antimicrobianos em animais de produção e os reflexos na saúde pública: uma revisão bibliográfica
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-040Palavras-chave:
antibióticos, promotores de crescimento, resistência antimicrobiana, alternativas aos antibióticos, Saúde ÚnicaResumo
Para garantir a produtividade e a competitividade da produção animal, o uso de antibióticos promotores de crescimento tem sido amplamente adotado. Entretanto, evidências científicas demonstram que o uso contínuo e indiscriminado desses fármacos contribui para a seleção e disseminação da resistência antimicrobiana, representando um risco significativo à saúde pública. Diante desse cenário, este trabalho teve como objetivo revisar os antibióticos mais utilizados na produção animal, suas regulamentações, os impactos associados à saúde humana e a eficácia das principais alternativas disponíveis. O procedimento metodológico consistiu em uma revisão de literatura, com análise crítica e sistematizada de estudos nacionais e internacionais. Os resultados indicam que diferentes classes de aditivos alternativos apresentam potencial para manter o desempenho zootécnico, reduzir a carga de microrganismos patogênicos e melhorar a eficiência alimentar, quando comparados aos antibióticos promotores de crescimento. Observou-se ainda que a adoção dessas estratégias está associada à diminuição da pressão seletiva sobre bactérias de importância clínica, favorecendo a mitigação da resistência antimicrobiana. Conclui-se que, embora os antibióticos promotores de crescimento contribuam para ganhos produtivos, a substituição gradual por alternativas sustentáveis é viável e necessária, alinhando a produção animal às diretrizes de saúde pública e ao conceito de Saúde Única.
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