Impactos do "direito ao desligamento" na prevenção da síndrome de burnout em trabalhadores remotos
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-018Palavras-chave:
direito ao desligamento, burnout, trabalho remoto, saúde mentalResumo
O presente artigo analisa os impactos do direito ao desligamento na prevenção da síndrome de burnout em trabalhadores remotos, considerando as transformações nas relações laborais decorrentes da expansão do teletrabalho. A pesquisa, de natureza qualitativa e baseada em revisão bibliográfica, buscou compreender como a hiperconectividade e a ausência de limites entre vida profissional e pessoal contribuem para o adoecimento psíquico dos trabalhadores. Os resultados indicam que o trabalho remoto, embora proporcione flexibilidade e autonomia, também intensifica as demandas laborais, amplia a jornada de trabalho e favorece a sobreposição de papéis, fatores diretamente associados ao aumento do estresse e da exaustão emocional. Nesse contexto, o direito ao desligamento emerge como um importante mecanismo de proteção, ao garantir períodos de descanso e possibilitar a recuperação física e mental dos indivíduos. Verificou-se que a implementação de políticas de desconexão contribui significativamente para a redução dos níveis de burnout, ao promover o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, melhorar a qualidade do sono e diminuir a sobrecarga cognitiva. Contudo, a efetividade desse direito depende da articulação entre regulamentação jurídica, práticas organizacionais e mudanças culturais que valorizem o bem-estar no ambiente de trabalho. Conclui-se que o direito ao desligamento constitui uma estratégia essencial para a promoção da saúde mental no contexto do teletrabalho, sendo fundamental para a construção de relações laborais mais sustentáveis e humanizadas.
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