Saneamento de unidade epidemiológica de peste suína clássica no município de Moraújo, Ceará

Autores

  • Francisco das Chagas Cardoso Filho
  • José Amorim Sobreira Neto
  • Carlos Alberto Castro Oliveira
  • Ana Glaucia Carneiro Melo Gonçalves
  • Luenny Carla Silva dos Santos Carvalho de Araújo

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-262

Palavras-chave:

doença, suíno, vírus

Resumo

A peste suína clássica (PSC), também conhecida como cólera porco, é uma doença viral contagiosa de suínos domésticos e selvagens. É causada por um vírus do gênero Pestivirus da família Flaviviridae. O método mais comum de transmissão é através do contato direto entre suínos saudáveis e aqueles infectados com o vírus do PSC. O vírus PSC pode sobreviver em carne de porco e produtos de carne de porco processados por meses quando a carne é refrigerada e durante anos quando é congelada. Os porcos podem ser infectados comendo carne de porco infectada com o vírus ou seus produtos. Aplicar profilaxia sanitária rigorosa e rigorosa e rigorosa, e medidas de higiene que protegem os porcos domésticos do contato com javalis são as medidas mais eficazes para prevenir a doença. Quando ocorre um surto, o abate de todos os suínos nas explorações afetadas com eliminação segura de carcaças, camas, etc., bem como a vigilância da zona infectada e áreas circundantes. Em áreas onde a doença é endêmica, a vacinação pode prevenir a propagação da doença. Em áreas livres de doenças, uma política de erradicação é aplicada consistindo em detecção precoce, controle de movimento, descarte adequado de carcaças e limpeza e desinfecção. A suinocultura brasileira apresenta boa situação sanitária e ela é evidenciada pelos índices produtivos alcançados por seus rebanhos tecnificados, que são semelhantes aos de outros países, onde a atividade também é desenvolvida. No estado do Ceará ocorrem vários tipos de criações de suíno, tanto aquelas tecnificadas, alcançando bons índices zootécnicos, como aquelas de subsistência, ou findo de quintal, estando inserido na área que está em processo de erradicação da Peste Suína Clássica – PSC, onde vinha, há muito tempo, sem notificações de casos de PSC, quando em 2018 foram diagnosticados casos através da vigilância passiva, quando o produtor informa ao serviço veterinário oficial, animais suspeitos com sintomas da doença. Neste trabalho está relatado o atendimento a um desses focos de uma unidade epidemiológica e onde foram diagnosticados, após a primeira investigação encontrando animais com a sintomatologia clássica da doença, a saber, febre, mortalidade alta, secreção ocular e nasal, procedeu-se a coleta de sangue e órgão para análises laboratoriais numa unidade ligada ao Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA. Durante a investigação, a equipe verificou que se tratavem de vários produtores que criavam seus animais de maneira extensiva, soltos, sem nenhuma contensão, controle sanitário ou alimentar, os quais tinham contato direto durante o dia numa coleção de água, um pequeno açude, próximo às residências. Com laudo laboratorial positivo em mãos, procedeu-se a eutanásia de 191 animais, de acordo com o plano de contingência para PSC elaborado e divulgado pelo MAPA, onde todos estes produtores foram indenizados pelos fundos emergenciais estadual e federal, conforme preconiza a legislação.

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Publicado

2026-04-01

Como Citar

Cardoso Filho, F. das C., Sobreira Neto, J. A., Oliveira, C. A. C., Gonçalves , A. G. C. M., & Araújo, L. C. S. dos S. C. de. (2026). Saneamento de unidade epidemiológica de peste suína clássica no município de Moraújo, Ceará. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 9(1), e86485. https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-262

Edição

Seção

Artigos originais