Neurorreabilitação em pacientes com cinomose: relato de dois casos
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-258Palavras-chave:
fisioterapia, morbillivirus, neurologia, reabilitaçãoResumo
A cinomose canina é uma enfermidade viral de elevada relevância na medicina veterinária, frequentemente associada a sequelas neurológicas persistentes que comprometem a qualidade de vida dos animais acometidos. Nesse contexto, a neurorreabilitação tem se destacado como importante ferramenta terapêutica complementar. O presente estudo tem como objetivo relatar dois casos clínicos de cães com histórico de cinomose submetidos a protocolos fisioterapêuticos para tratamento de sequelas neurológicas. O primeiro caso refere-se a uma fêmea, sem raça definida, com histórico prévio de cinomose e apresentação de déficits locomotores, submetida a protocolo multimodal envolvendo cinesioterapia, eletroterapia (TENS), laserterapia, ultrassom terapêutico, hidroterapia e caminhada assistida. O segundo caso trata-se de uma fêmea com sequelas neurológicas associadas à cinomose e diagnóstico concomitante de leishmaniose, também submetida a protocolo fisioterapêutico semelhante, com adaptações conforme a evolução clínica. Ambos os pacientes apresentaram melhora progressiva das funções motoras, com redução de contraturas musculares, aumento da amplitude de movimento e melhora da coordenação motora. Observou-se ainda impacto positivo na qualidade de vida dos animais ao longo do acompanhamento terapêutico. Conclui-se que a abordagem fisioterapêutica multimodal contribui significativamente para a reabilitação funcional de cães com sequelas neurológicas decorrentes da cinomose, sendo uma importante estratégia complementar no manejo clínico desses pacientes.
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