Dimetilarginina simétrica (SDMA) versus creatinina sérica na detecção precoce da doença renal crônica em cães e gatos: evidências comparativas e impacto na prática clínica
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-249Palavras-chave:
biomarcadores, diagnóstico precoce, nefrologia veterinária, taxa de filtração glomerularResumo
A detecção precoce da doença renal crônica (DRC) em cães e gatos ainda representa um desafio na prática clínica veterinária, principalmente devido às limitações dos biomarcadores tradicionalmente utilizados para avaliação da função renal. Nesse contexto, tornou-se necessário investigar alternativas diagnósticas com maior sensibilidade para identificação das alterações iniciais da doença. Objetivou-se analisar comparativamente a eficácia da dimetilarginina simétrica (SDMA) e da creatinina sérica na detecção precoce da DRC em pequenos animais. Para tanto, realizou-se uma revisão de literatura de caráter narrativo, com abordagem crítica, baseada em estudos científicos publicados em bases de dados reconhecidas. Desse modo, observou-se que a SDMA apresentou vantagens relacionadas à menor influência de fatores extrarrenais e potencial para identificação mais precoce da redução da taxa de filtração glomerular. Contudo, os resultados evidenciaram que sua superioridade em relação à creatinina não foi consistente em todos os cenários clínicos, sendo observada variabilidade quanto à sensibilidade e especificidade entre os estudos. Além disso, verificou-se que a creatinina manteve relevância clínica, especialmente quando interpretada de forma seriada e associada a outros parâmetros laboratoriais. Concluiu-se que a utilização integrada desses biomarcadores constitui a abordagem mais adequada para o diagnóstico precoce e monitoramento da DRC em cães e gatos.
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