Protocolo anestésico em tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) para denervação acetabular bilateral: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-242Palavras-chave:
anestesia veterinária, bloqueio epidural, fauna silvestre, isoflurano, Myrmecophaga tridactylaResumo
O tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) é uma espécie silvestre neotropical vulnerável, frequentemente encaminhada a centros de reabilitação em decorrência de traumas ou doenças locomotoras. O manejo anestésico dessa espécie representa um desafio devido às particularidades anatômicas e comportamentais que dificultam o acesso venoso, a intubação orotraqueal e a realização de bloqueios regionais. Objetivou-se descrever o protocolo anestésico utilizado em um tamanduá-bandeira adulto submetido à denervação acetabular bilateral, destacando as adaptações técnicas e respostas fisiológicas observadas. Para tanto, realizou-se um relato clínico-descritivo com monitoramento multiparamétrico, incluindo frequência cardíaca e respiratória, SpO₂, temperatura corporal, pressão arterial não invasiva (PAS, PAM, PAD) e EtCO₂. O protocolo incluiu medicação pré-anestésica com cetamina e midazolam, bloqueio epidural lombossacral com lidocaína e bupivacaína e manutenção com isoflurano diluído em oxigênio 100%. Desse modo, observou-se estabilidade cardiorrespiratória durante todo o procedimento, rápida reversão da nocicepção intraoperatória com fentanil e recuperação anestésica tranquila, sem intercorrências. Conclui-se que o protocolo anestésico balanceado adotado foi seguro e eficiente para a espécie, permitindo adequada analgesia, estabilidade fisiológica e recuperação controlada, sendo uma alternativa viável para procedimentos ortopédicos em tamanduás-bandeira mantidos em cativeiro.
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