Introdução ao estudo do lazer
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-205Palavras-chave:
lazer, cultura, cidadania, políticas públicasResumo
Este artigo colima apresentar uma introdução crítica ao estudo do lazer, abordando-o como um fenômeno multidimensional, historicamente construído e socialmente condicionado. A partir de uma revisão bibliográfica fundamentada em autores clássicos e em estudos contemporâneos, o texto analisa as diferentes concepções de lazer, suas distinções em relação ao ócio e ao tempo livre, e sua trajetória histórica da Antiguidade à contemporaneidade. São discutidas três grandes dimensões do lazer: a cultural, que o compreende como forma de expressão simbólica e afirmação identitária; a educacional, que o valoriza como espaço de formação e desenvolvimento humano; e a político-econômica, que evidencia sua vinculação com os mecanismos de controle social e sua inserção na indústria do entretenimento e na economia criativa. Além disso, destaca-se o lazer como direito social e os desafios para sua efetivação em sociedades marcadas por desigualdades. O artigo conclui que o lazer, longe de ser um elemento periférico, constitui-se como campo de disputas, de produção de sentidos e de potencial emancipatório, sendo fundamental para a promoção da cidadania, da diversidade cultural e do bem-estar coletivo.
Referências
ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, p. 27833, 23 dez. 1996.
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. 3. ed. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
DUMAZEDIER, Joffre. Lazer e cultura popular. São Paulo: Perspectiva, 1976.
ELIAS, Norbert; DUNNING, Eric. A busca da excitação. Lisboa: Difel, 1992.
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 11. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. São Paulo: Perspectiva, 2001.
MARCELLINO, Nelson Carvalho. Lazer e educação. 9. ed. Campinas: Autores Associados, 2008.
PIEPER, Josef. Ócio e contemplação: uma defesa do tempo livre como espaço de realização humana. São Paulo: É Realizações, 1999.
ROJEK, Chris. Leisure theory: principles and practices. London: Palgrave Macmillan, 2010.
SAVIANI, Dermeval. Educação: do senso comum à consciência filosófica. 17. ed. Campinas: Autores Associados, 2008.
SILVA, Ana Carolina Ribeiro da; MORETTI, Danilo Silva. O lazer na cidade: políticas públicas e desigualdades socioespaciais. Revista Brasileira de Estudos do Lazer, v. 6, n. 2, p. 85-103, 2019.
SOUZA, Ana Márcia Silva de; KNIJNIK, Jorge. Políticas públicas de lazer no Brasil: uma abordagem crítica. Licere, Belo Horizonte, v. 15, n. 2, p. 1-20, 2012.
UNESCO. Re|Shaping Policies for Creativity: Addressing Culture as a Global Public Good. Paris: UNESCO, 2022.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
- O conteúdo dos artigos é de responsabilidade exclusiva dos autores.
- É permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo dos artigos, desde que citada a fonte.
- Artigos com plágio serão recusados, e o autor do plágio perderá o direito de publicar nesta revista.
- Os nomes e endereços informados nesta revista serão utilizados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação e não estão disponíveis para outros fins ou a terceiros.
- Depois de enviar os artigos, os autores cedem os direitos autorais de seus artigos ao BJAER. Se você se arrepender da submissão, o autor tem o direito de solicitar ao BJAER que não publique seu artigo. Porém, essa solicitação deve ocorrer até dois meses antes da divulgação do número que o artigo será publicado.
- O BJAER usa a licença Creative Commons CC BY. Informações sobre esta licença podem ser encontradas em: https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/
Brazilian Journal of Animal and Environmental Research (BJAER) se reserva o direito de efetuar nos originais alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. Os trabalhos finais não serão enviadas aos autores.