Produtividade forrageira, morfogênese e estabilidade demográfica de perfilhos de Urochloa decumbens cv. Basilisk sob diferimento durante o período seco

Autores

  • Vinicius Valim Pereira
  • Estela Campos Branquinho
  • Fernando Augusto Soares
  • Larissa Alice Ramos de Melo
  • Flávia Maria da Fonseca
  • Gustavo Augusto x Fonseca
  • Angélica das Dores Fonseca
  • Marco Túlio Carvalho da Silva
  • Gabriela Barbosa Martins

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-196

Palavras-chave:

dossel forrageiro, estação seca, gramínea tropical, manejo de pastagem, perfilhamento, Urochloa

Resumo

O diferimento de pastagens é amplamente adotado no manejo forrageiro da estação seca em sistemas pecuários tropicais; contudo, os efeitos sobre a produtividade forrageira, a morfogênese foliar e a estabilidade demográfica de perfilhos raramente foram avaliados de forma integrada. Objetivou-se avaliar a altura do dossel, a produtividade de massa verde, a composição morfológica, as características morfogenéticas e as taxas demográficas de perfilhos de Urochloa decumbens cv. Basilisk sob períodos de diferimento de 30, 60 e 90 dias durante a estação seca de 2025 em Minas Gerais, Brasil (delineamento em blocos casualizados, quatro blocos). O diferimento de 90 dias reduziu a massa verde em 60% (305,8 vs. 763,9 kg/ha), elevou o material morto de 3,4% para 47,9% e reduziu a altura do dossel de 57,5 para 28,2 cm. O número de folhas vivas por perfilho (NFV) e a duração de vida das folhas (DVF) declinaram acentuadamente (NFV: 6,75 → 1,875; DVF: 161,0 → 58,6 dias), enquanto as taxas de aparecimento, mortalidade e sobrevivência de perfilhos não foram afetadas (p > 0,05), com sobrevivência consistentemente superior a 64% em todos os tratamentos. Correlações de Pearson revelaram: material morto × NFV (r = −0,804; p < 0,01), massa verde × material morto (r = −0,794; p < 0,01) e massa verde × NFV (r = 0,746; p < 0,01). A estabilidade demográfica dos perfilhos sob diferimento prolongado indica capacidade de recuperação pós-pastejo preservada, apesar da deterioração progressiva do dossel. Recomenda-se o diferimento de 30 dias para otimizar a qualidade forrageira durante a estação seca.

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Publicado

2026-03-27

Como Citar

Pereira , V. V., Branquinho, E. C., Soares, F. A., Melo, L. A. R. de, Fonseca, F. M. da, Fonseca , G. A. x, Fonseca, A. das D., Silva , M. T. C. da, & Martins , G. B. (2026). Produtividade forrageira, morfogênese e estabilidade demográfica de perfilhos de Urochloa decumbens cv. Basilisk sob diferimento durante o período seco. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 9(1), e86370. https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-196

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Artigos originais