Teor de metabólitos secundários e avaliação da atividade antioxidante de extratos de folhas sadias, galhadas e galhas de Eucalyptus grandis (Myrtaceae)
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-192Palavras-chave:
Eucalyptus, galhas, Leptocybe invasa, fenóis, DPPHResumo
Espécies de Eucalyptus apresentam demanda comercial e industrial, sendo empregadas como biomassa para produção de energia, na indústria de celulose e papel, na construção civil e na extração de óleos essenciais. Apesar da ascenção da eucaliptocultura, diversos fatores interferem na sua produtividade tais como a ocorrência de insetos praga como a vespa-da-galha, Leptocybe invasa,. As plantas respondem a herbivoria através de métodos bioquímicos, estruturais e moleculares, observou-se em Eucalyptus alterações no conteúdo e natureza de metabólitos secundários. O objetivo do estudo foi comparar o teor de metabólitos secundários e a atividade antioxidante de extratos de folhas sadias, galhadas e galhas de Eucalyptus grandis visando investigar alterações no metabolismo secundário desta espécie. O extrato em metanol foi obtido por maceração. Os teores de fenóis totais (FT), flavonoides e atividade antioxidante foram quantificados pelo teste de Folin-Dennis, ensaio com cloreto de alumínio e do radical DPPH, respectivamente. Através do coeficiente de Pearson, os teores de FT foram correlacionados com os valores de IC50 observados no ensaio do DPPH. O maior teor de FT (265,74±14,96 mg EAG. g-1) e atividade antioxidante (9,79±1,39 µg. mL-1) foram observados para o extrato de folhas sadias de E. grandis, já as galhas apresentaram o maior teor de flavonoides (56,31±3,25 mg EQ. g-1). Observou-se uma forte correlação entre o teor de FT e o valor de IC50 (DPPH). Estes resultados sugerem alterações na distribuição de metabólitos secundários nos diferentes extratos foliares de E. grandis, que podem estar relacionados a presença do inseto galhador.
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