Biodiversidade funcional e a nova economia do carbono

Autores

  • Maria José de Holanda Leite

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-211

Palavras-chave:

serviços ecossistêmicos, Antropoceno, ecofisiologia

Resumo

No cenário de emergência climática do Antropoceno, a produção vegetal tropical enfrenta o paradoxo de ser pilar econômico e, simultaneamente, vulnerável a anomalias térmicas e hídricas. A revisão sistemática da literatura (2016-2026) investiga como a “erosão funcional”, decorrente da fragmentação de habitats e defaunação, compromete a resiliência metabólica de agroecossistemas como a cana-de-açúcar e o eucalipto, elevando custos operacionais e reduzindo a eficiência produtiva. Analisar o papel da biodiversidade funcional como suporte para a nova economia do carbono e como motor de resiliência produtiva, fornecendo subsídios técnicos para a implementação de Soluções Baseadas na Natureza (SBN). Utilizou-se uma revisão sistemática baseada no protocolo PRISMA, com prospecção em bases de alto impacto (Web of Science, Scopus, ScienceDirect) e SciELO. A análise qualitativa categorizou evidências sobre traços funcionais e sinergias de estressores climáticos sob o recorte temporal da última década. As evidências demonstram que sistemas com alta diversidade funcional operam sob o mecanismo de “seguro ecológico”, garantindo maior estabilidade de rendimento (yield stability) e autorregulação térmica. A perda de integridade biótica força o aumento do aporte de insumos químicos para compensar a falha em serviços de polinização e controle biológico. Identifica-se que a preservação de fragmentos funcionais adjacentes aos cultivos atua como um “ativo técnico” essencial para a transição rumo à agricultura de baixo carbono. A biodiversidade funcional é o pilar estratégico para a viabilidade das cadeias agroindustriais tropicais. A integração de geotecnologias (VANTs e fenotipagem digital) é a fronteira final para monitorar a saúde biômica em tempo real, permitindo que o Brasil lidere a bioeconomia global no horizonte da COP 30 e atinja as metas de descarbonização de 2030.

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Publicado

2026-03-23

Como Citar

Leite, M. J. de H. (2026). Biodiversidade funcional e a nova economia do carbono. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 9(1), e86295. https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-211

Edição

Seção

Artigos originais