Calcinose cutânea distrófica em cão da raça Dachshund com hiperadrenocorticismo: relato de caso

Autores

  • Karen Gabrielli Souza Gomes
  • Davi Marcos Freitas Silva
  • Poliana Peixoto Brasil
  • Davylla Mikaely Pereira Firmino
  • Lucas Gustavo dos Santos Oliveira
  • Arthur Ariel Lopes Gonçalves de Oliveira
  • Lara Guimarães
  • Antonio Cavalcante Mota Filho

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-156

Palavras-chave:

calcinose, síndrome de Cushing, teste hormonal, trilostano

Resumo

O Hiperadrenocorticismo (HAC), também conhecido como Síndrome de Cushing, é marcada por uma persistente e elevada produção de glicocorticoides. Os sinais clínicos observados são polidipsia, poliúria e fraqueza muscular. A nível dermatológico, observa-se alopecia bilateral, hiperpigmentação, calcinose cutânea (CC) e outros achados. A calcinose cutânea é um sinal patognomônico e rara em cães. Objetivou-se, com esse trabalho, relatar o caso de um cão da raça Dachshund, 9 anos, macho, 12,8 kg, diagnosticado com HAC associado a CC. O paciente apresentava quadro de poliúria, polidipsia, telangiectasia, lesões simétricas espalhadas pelo corpo e presença de placas esbranquiçadas com bordas eritematosas. Inicialmente realizou-se exames hematológicos, bioquímicos e imagiológias. Na hematologia foi possível observar leucocitose por estresse e no bioquímico observou-se hiperlipidemia, creatinina baixa e aumento de alanina aminotransferase. Os achados ultrassonográficos foram indicativos de adrenomegalia bilateral, hepatoesplenomegalia, pancreatite aguda, colelitíase e nefropatia bilateral. Logo realizou-se teste de supressão com baixa dose de dexametasona, que confirmou a suspeita de HAC. Além disso, foi realizada a biópsia de pele das lesões com placa que foi compatível com calcinose cutânea. O fármaco de escolha para tratar o hiperadrenocorticismo foi o trilostano, e outros medicamentos foram utilizados para tratar o quadro clínico, tais como Meloxicam, Cefadroxila, Sarolaner, Same e ácido ursodesoxicólico, clorexidine 3% e mupirocina 2%. O animal teve melhora clínica e redução das lesões de calcinose cutânea. Concluiu-se, que embora a calcinose cutânea distrófica seja um achado raro, sua associação com o hiperadrenocorticismo é bastante comum.

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Publicado

2026-03-11

Como Citar

Gomes, K. G. S., Silva, D. M. F., Brasil, P. P., Firmino, D. M. P., Oliveira, L. G. dos S., Oliveira, A. A. L. G. de, Guimarães, L., & Mota Filho, A. C. (2026). Calcinose cutânea distrófica em cão da raça Dachshund com hiperadrenocorticismo: relato de caso. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 9(1), e86105. https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-156

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Seção

Artigos originais