Calcinose cutânea distrófica em cão da raça Dachshund com hiperadrenocorticismo: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-156Palavras-chave:
calcinose, síndrome de Cushing, teste hormonal, trilostanoResumo
O Hiperadrenocorticismo (HAC), também conhecido como Síndrome de Cushing, é marcada por uma persistente e elevada produção de glicocorticoides. Os sinais clínicos observados são polidipsia, poliúria e fraqueza muscular. A nível dermatológico, observa-se alopecia bilateral, hiperpigmentação, calcinose cutânea (CC) e outros achados. A calcinose cutânea é um sinal patognomônico e rara em cães. Objetivou-se, com esse trabalho, relatar o caso de um cão da raça Dachshund, 9 anos, macho, 12,8 kg, diagnosticado com HAC associado a CC. O paciente apresentava quadro de poliúria, polidipsia, telangiectasia, lesões simétricas espalhadas pelo corpo e presença de placas esbranquiçadas com bordas eritematosas. Inicialmente realizou-se exames hematológicos, bioquímicos e imagiológias. Na hematologia foi possível observar leucocitose por estresse e no bioquímico observou-se hiperlipidemia, creatinina baixa e aumento de alanina aminotransferase. Os achados ultrassonográficos foram indicativos de adrenomegalia bilateral, hepatoesplenomegalia, pancreatite aguda, colelitíase e nefropatia bilateral. Logo realizou-se teste de supressão com baixa dose de dexametasona, que confirmou a suspeita de HAC. Além disso, foi realizada a biópsia de pele das lesões com placa que foi compatível com calcinose cutânea. O fármaco de escolha para tratar o hiperadrenocorticismo foi o trilostano, e outros medicamentos foram utilizados para tratar o quadro clínico, tais como Meloxicam, Cefadroxila, Sarolaner, Same e ácido ursodesoxicólico, clorexidine 3% e mupirocina 2%. O animal teve melhora clínica e redução das lesões de calcinose cutânea. Concluiu-se, que embora a calcinose cutânea distrófica seja um achado raro, sua associação com o hiperadrenocorticismo é bastante comum.
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