Dimorfismo sexual e etário do tucunaré Cichla kelberi Kullander & Ferreira, 2006 na bacia do rio São Francisco

Autores

  • Alane Mayana Bezerra de Andrade
  • Kervlyn Mayza de Lima Rezende
  • Elton José França
  • Cleonice Cristina Hilbig
  • Renata Akemi Shinozaki Mendes

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-147

Palavras-chave:

ciclídeos neotropicais, morfometria geométrica, plasticidade fenotípica, variação morfológica

Resumo

O tucunaré Cichla kelberi é uma espécie introduzida na bacia do rio São Francisco, reconhecida por sua elevada plasticidade fenotípica e relevância ecológica como predador de topo. Apesar de sua ampla distribuição, a variação morfológica intraespecífica dessa espécie ainda é pouco explorada sob a abordagem da morfometria geométrica. Assim, o presente estudo teve como objetivo analisar o dimorfismo sexual e etário de C. kelberi no lago de Itaparica, utilizando técnicas de morfometria geométrica baseadas em marcos anatômicos. Foram analisados 214 espécimes coletados entre setembro de 2024 e julho de 2025, sendo 132 machos e 82 fêmeas. A Análise de Componentes Principais (PCA) indicou que o primeiro componente explicou 33,26% da variação da forma, estando associado principalmente ao alongamento corporal e à região caudal, enquanto o segundo componente explicou 17,47%, relacionado às regiões cefálica e ventral. A Análise Discriminante e a Análise de Variáveis Canônicas evidenciaram separação parcial entre os sexos, com maior variabilidade morfológica nos machos e maior homogeneidade nas fêmeas, resultando em taxas de classificação correta de 72,73% para machos e 64,63% para fêmeas. A relação entre o tamanho do centróide e os eixos canônicos revelou diferenças significativas de forma entre os sexos (p = 0,0002), sem associação consistente com o aumento do tamanho corporal. A análise da trajetória ontogenética não indicou tendência clara de variação da forma em função do crescimento, sugerindo ausência de polimorfismo etário. Os resultados confirmam a presença de dimorfismo sexual na forma corporal de C. kelberi e demonstram a eficácia da morfometria geométrica na detecção de variações morfológicas sutis, contribuindo para a compreensão da plasticidade morfológica dessa espécie em ambientes naturais

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Publicado

2026-03-08

Como Citar

Andrade, A. M. B. de, Rezende, K. M. de L., França , E. J., Hilbig, C. C., & Mendes, R. A. S. (2026). Dimorfismo sexual e etário do tucunaré Cichla kelberi Kullander & Ferreira, 2006 na bacia do rio São Francisco. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 9(1), e86066. https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-147

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Seção

Artigos originais