Atividade antifúngica de extratos de casca e folha de Bixa orellana L. obtidos por ultrassom e Soxhlet sobre Sporothrix brasiliensis (formas leveduriforme e filamentosa)
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-129Palavras-chave:
Bixa orellana, esporotricose, Sporothrix brasiliensis, atividade antifúngica, extratos vegetaisResumo
Considerando o aumento de casos de esporotricose humana e animal em Manaus e as limitações terapêuticas disponíveis, torna-se relevante investigar fontes naturais com potencial antifúngico. Objetiva-se avaliar a atividade antifúngica de extratos de casca e folha de Bixa orellana L. (urucum) frente a Sporothrix brasiliensis nas formas leveduriforme e filamentosa, comparando os métodos de extração por ultrassom e Soxhlet. Para tanto, procede-se à coleta, identificação, secagem e trituração do material vegetal, seguidas da obtenção de extratos hexânicos e metanólicos por ultrassom e Soxhlet, com posterior concentração. A atividade antifúngica foi determinada por microdiluição em caldo (CLSI), estimando-se a Concentração Inibitória Mínima (CIM) e a Concentração Fungicida Mínima (CFM) frente à cepa S. brasiliensis (CFAM 1499), em ensaios realizados em triplicata e analisados no Minitab. Desse modo, observa-se atividade antifúngica com melhor desempenho do extrato metanólico de folha obtido por Soxhlet (FUMS), com CIM/CFM de 6,25 µg/mL para a forma leveduriforme, seguido do extrato metanólico de casca por ultrassom (CUMU), com CIM/CFM de 12,5 µg/mL. Para a forma filamentosa, o melhor resultado foi CIM/CFM de 12,5 µg/mL, enquanto os demais extratos apresentaram CIM/CFM predominantemente de 25 µg/mL. Conclui-se que B. orellana apresenta potencial antifúngico frente a S. brasiliensis, reforçando a bioprospecção amazônica para futuras alternativas terapêuticas contra a esporotricose.
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