Os impactos do desequilíbrio familiar no desenvolvimento educacional de adolescentes

Autores

  • Adilson Barbosa Figueirêdo

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-127

Palavras-chave:

desequilíbrio familiar, adolescência, escolarização, vulnerabilidade social

Resumo

Entender como o desequilíbrio no ambiente familiar afeta a adolescência é um passo importante para aprimorar tanto as práticas educativas quanto as políticas de proteção social, especialmente quando o objetivo é fortalecer a permanência na escola e diminuir vulnerabilidades. Neste artigo, discutimos de que modo essas dinâmicas familiares podem repercutir no comportamento, no desenvolvimento social e emocional e no percurso escolar de adolescentes, sobretudo em contextos de maior vulnerabilidade. O problema investigado parte da hipótese de que fragilizações de vínculos, instabilidade no cuidado e práticas parentais inconsistentes reduzem repertórios protetivos e dificultam a adaptação do jovem às exigências institucionais. O objetivo foi analisar os principais mecanismos e desfechos relacionados a esse quadro e suas implicações para a escolarização e a proteção social. Realizou-se pesquisa qualitativa, de natureza teórico-analítica, com revisão narrativa da literatura e análise documental de marcos legais e normativos, organizada por análise temática. A síntese das evidências indica associação entre suporte familiar fragilizado e maior exposição a comportamentos de risco, sofrimento psíquico, conflitos com autoridade, indisciplina, evasão/fracasso escolar e aproximação de trajetórias infracionais, com efeitos modulados por estigmas na relação família–escola e pela presença (ou ausência) de redes protetivas. Conclui-se que os impactos não são deterministas e dependem da qualidade dos vínculos e da articulação intersetorial entre família, escola, serviços e políticas públicas.

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Publicado

2026-03-02

Como Citar

Figueirêdo, A. B. (2026). Os impactos do desequilíbrio familiar no desenvolvimento educacional de adolescentes. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 9(1), e85966. https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-127

Edição

Seção

Artigos originais