Avaliação da transferência de imunidade passiva através de colostragem em bezerras recém-nascidas
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-125Palavras-chave:
bezerros leiteiros, Brix, imunoglobulinas, sazonalidadeResumo
A transferência de imunidade passiva (TIP) é fundamental para a saúde das bezerras recém-nascidas, pois seu sistema imunológico inicial é imaturo. O colostro, primeira secreção mamária após o parto, fornece imunoglobulinas e fatores de defesa que garantem proteção nos primeiros dias. A eficácia desse processo depende principalmente da qualidade do colostro, do volume consumido e do tempo entre o nascimento e a colostragem. O presente estudo tem como objetivo avaliar a transferência de imunidade passiva através da colostragem de bovinos leiteiros das raças Holandês, Jersey e Jersolando em bezerros recém-nascidos. Conduzido no Instituto Federal Farroupilha – campus São Vicente do Sul, envolvendo 19 vacas das raças Jersey, Jersolando e Holandês. Foram coletadas amostras de colostro das matrizes e de soro das bezerras recém-nascidas, as quais foram analisadas por meio de refratometria de Brix. Os valores séricos médios observados foram de 10,75° e 11,75° Brix, com apenas um animal apresentando resultado inferior ao ponto de corte de 8,4%. Não houve diferenças estatisticamente significativas entre raças, estações do ano ou tempos de coleta (p>0,05). Os resultados indicam eficiência do manejo de colostragem adotado, além de sugerirem que, nas condições ambientais locais, tais variáveis não exerceram influência determinante sobre a absorção de imunoglobulinas. Conclui-se que a TIP foi adequada na maioria dos bezerros avaliados, reforçando a importância de práticas consistentes de manejo pré e pós-parto. Estudos futuros com maior tamanho amostral poderão elucidar com maior precisão o papel de fatores climáticos e produtivos na transferência de imunidade passiva em sistemas leiteiros de regiões subtropicais.
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