Determinação do teor de oxalato de cálcio e oxalato solúvel em folhas de comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia spp.)
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-123Palavras-chave:
fitoquímica, espectrofotometria, toxicidade, oxalato, comigo-ninguém-podeResumo
A Dieffenbachia spp. (comigo-ninguém-pode) é uma espécie ornamental amplamente cultivada cuja toxicidade está ligada à sua composição fitoquímica, especialmente à biossíntese de metabólitos secundários. O potencial toxicológico da planta é primariamente atribuído à presença de Oxalato de Cálcio, estruturado na forma de cristais insolúveis (ráfides), e de compostos de Oxalato Solúvel. Em casos de ingestão acidental por animais domésticos, a liberação mecânica das ráfides promove a ruptura de idioblastos e severa irritação das mucosas, enquanto a absorção da fração solúvel do Oxalato apresenta risco de toxicidade sistêmica. Apesar da certa casuística na clínica veterinária, a literatura apresenta uma lacuna quanto aos dados analíticos que determinem a concentração exata destas substâncias. Diante disto, o presente trabalho, amparado por uma revisão de literatura, tem como objetivo principal a determinação e quantificação dos teores de Oxalato de Cálcio e de Oxalato Solúvel presentes nas folhas de Dieffenbachia seguine. Para tal, utilizou-se como metodologia analítica a espectrofotometria, baseada na reação redox dos compostos. Esta caracterização físico-química busca estabelecer uma base científica e analítica sólida sobre o perfil tóxico da planta. A quantificação desses compostos é fundamental para correlacionar a concentração à severidade das intoxicações, podendo auxiliar no manejo clínico, além de validar metodologias aplicáveis a outras espécies vegetais produtoras de Oxalatos.
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