Reabilitação de fauna silvestre como ferramenta de conservação: análise retrospectiva de cinco anos (2021-2025) em um centro privado brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-100Palavras-chave:
fauna silvestre, reabilitação, impactos antrópicos, espécies ameaçadas, conservaçãoResumo
A intensificação das atividades antrópicas tem ampliado os impactos sobre a fauna silvestre, aumentando a demanda por atendimento em centros de triagem e reabilitação. Este estudo realizou uma análise estatística retrospectiva dos atendimentos de fauna silvestre registrados entre 2021 e 2025 em um Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS) privado no estado de São Paulo, Brasil. Foram analisados 6.841 registros válidos, avaliando-se a distribuição taxonômica, as causas de ingresso, os desfechos clínico-reabilitacionais e a ocorrência de espécies ameaçadas com base nas listas oficiais nacional e estadual. Aves (54,79%) e mamíferos (39,47%) representam a maior parte dos atendimentos. As causas de ingresso estiveram majoritariamente associadas a fatores antrópicos, destacando-se filhotes órfãos (42,10%) e apreensões relacionadas a cativeiro irregular (14,88%). A taxa de soltura foi o desfecho mais frequente (52,78%), seguida por óbito (24,78%) e transferência para empreendimentos de fauna (21,12%). Foram registradas 17 espécies classificadas em categorias de ameaça (CR, EN ou VU), totalizando 87 indivíduos (1,27% do total). Os resultados demonstram que centros privados de reabilitação podem atuar simultaneamente como unidades assistenciais, indicadores ecológicos regionais e instrumentos complementares de conservação, refletindo padrões locais de pressão antrópica e contribuindo para a geração de dados aplicados à gestão da biodiversidade.
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