Epi-agroecologia no semiárido: biodiversidade alimentar e saúde epigenética em comunidades tradicionais
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-093Palavras-chave:
nutrigenômica, biodiversidade alimentar, Caatinga, epigenética nutricional, soberania alimentarResumo
A transição nutricional no Semiárido brasileiro tem substituído dietas tradicionais baseadas na agrobiodiversidade da Caatinga por alimentos ultraprocessados, associando-se ao aumento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) em comunidades tradicionais. Persistem, contudo, lacunas mecanísticas sobre como fitoquímicos de espécies nativas podem modular vias epigenéticas relacionadas à inflamação e ao metabolismo energético. O objetivo deste estudo foi analisar criticamente evidências sobre o potencial epigenético de compostos bioativos de alimentos da Caatinga e sua relação com a prevenção de DCNTs em comunidades tradicionais, sob a perspectiva da segurança alimentar territorial. Realizou-se revisão integrativa com corpus de 27 referências selecionadas segundo estratégia PICo, incluindo estudos experimentais, epidemiológicos e etnobotânicos, avaliados por critérios metodológicos rigorosos. Os resultados indicam plausibilidade biológica entre o perfil fitoquímico adaptativo de espécies da Caatinga, a modulação epigenética de vias inflamatórias e associações epidemiológicas com dietas tradicionais biodiversas, embora evidências translacionais ainda sejam fragmentadas. Conclui-se que a hipótese de Resiliência Genômica Territorial oferece modelo interpretativo robusto para integrar biodiversidade alimentar, epigenética nutricional e saúde coletiva, indicando necessidade de estudos longitudinais e políticas públicas que valorizem alimentos nativos como componentes estratégicos de prevenção metabólica.
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