Integração do BDQueimadas e de produtos orbitais na perícia de incêndios florestais no Pará: critérios de rastreabilidade e implicações para a decisão pública
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-090Palavras-chave:
BDQueimadas, sensoriamento remoto, perícia ambientalResumo
Este artigo examina como o BDQueimadas e o sensoriamento remoto podem apoiar a perícia de incêndios florestais no Pará e sustentar decisões públicas de prevenção, resposta e responsabilização. O problema de pesquisa pergunta como a integração entre séries de focos de calor, produtos de área queimada e indicadores de risco de fogo pode reduzir incertezas interpretativas sem transformar detecção em explicação causal. Realizou se revisão sistemática de literatura, com etapas de identificação, seleção e síntese, registradas em fluxo inspirado no PRISMA. O corpus reuniu documentos normativos e estudos sobre sensores e sobre o Programa Queimadas. A síntese organizou achados em três camadas. A primeira descreve detecção de anomalias térmicas e condicionantes de resolução, revisita e nebulosidade. A segunda trata de cicatrizes de queima e estimativas de extensão, enfatizando que foco de calor não equivale a perímetro queimado. A terceira discute inferência pericial e rastreabilidade, indicando que conclusões devem explicitar premissas, janelas temporais e validação cruzada com outras evidências. Os resultados apontam convergência na exigência de documentação verificável e divergência sobre o alcance de indicadores de risco, úteis como contexto, porém insuficientes para atribuição causal. Conclui se que a integração entre BDQueimadas e imagens orbitais fortalece triagem e comunicação técnica quando preserva trilha de evidências e declara limites operacionais. O texto discute implicações para padronização de laudos e rotinas interinstitucionais. Recomenda se, para estudos futuros, testar concordância espaço temporal entre focos e polígonos de área queimada em municípios paraenses e avaliar o efeito da cobertura de nuvens na detecção por sensor.
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