Gestão e salvaguarda do patrimônio cultural afro-brasileiro em terreiros de candomblés, na cidade de Ilhéus
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-084Palavras-chave:
processo de tombamento, salvaguarda do patrimônio cultural afro-brasileiro, candomblé, gestãoResumo
A proposta deste artigo teve por objetivo analisar os mecanismos de preservação da salvaguarda do patrimônio cultural afrobrasileiro, memórias e do esquecimento das heranças culturais afro-brasileiras nas políticas de preservação do patrimônio cultural no Brasil. Com um estudo de caso, de abordagem e natureza qualitativa foi estudado a formação e gestão dos terreiros de candomblé na cidade de Ilhéus. A partir da perspectiva das políticas públicas, para reparação dos valores civilizatórios, históricos e culturais dos afrodescendentes que tiveram seus espaços destruídos ou ocupados pela ação privada/pública, assim como a relação ao reconhecimento e à valorização, salvaguarda e preservação dos espaços físicos dos terreiros de candomblés, o qual elege-se como referências culturais e afro-brasileiras primordiais, para a memória afro religiosa.
Referências
ALMEIDA, Silvio. Racismo Estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro; Editora Jandaíra, 2020 I Capítulo Racismo e Política (p. 85 a 127).
ALMEIDA, Silvio Luiz de. Neoliberalismo e Necropolítica. DOSSIÊ 2 • Caderno do CRH 34. 2021 Leituras complementares: PRZEWORSKI, Adam. A falácia neoliberal. Revista Lua Nova (28-29), Abr. 1993.
ARAÚJO, Jurandir de Almeida; GIUGLIANI, Beatriz. Por uma educação das relações étnico-raciais. Tear: Revista de Educação, Ciência e Tecnologia, v. 3, n. 1, p. 1-21, 2014.
AMIM,Valéria .Águas do leste : Um olhar sobre terreiros. Mapeamento de comunidades religiosas de matriz africana da Bacia do Leste (BA). Ilhéus, BA : Editus, 2013.
BASTIDE, Roger. O Candomblé da Bahia: rito Nagô. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
BAHIA. LEI Nº 8895 DE 16 DE DEZEMBRO DE 2003. Disponível em:www.Lei Ordinária 8895 2003 da Bahia BA. Acessado em 02/11/2024.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.
BIANCHI, Álvaro. O conceito de estado em Max Weber. Lua Nova (92). Ago 2014.
BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. 7. ed. São Paulo: Perspectiva, 2011.
BRAZ, Eglantina Alonso; SILVA, Daiane da Luz; RIBEIRO, Elizabeth Matos. As ações afirmativas e o acesso dos quilombolas à educação superior. EccoS – Rev. Cient., São Paulo, n. 58, p. 1-17, e17335, jul./set. 2021.
CALVO, Daniela. O terreiro de candomblé como espaço de construção do sagrado e de materialização da memória ancestral. REVER São Paulo v. 19 n. 2 mai/ago 2019.
CARNOY, Martin. Estado e Teoria política. Campinas: Papirus, 1986 I Seção Marx, Engels, Lenin e o Estado (p.65 a 90.
DUARTE, R. M. As contribuições da interpretação de Clóvis Moura sobre a escravidão no Brasil e seus possíveis diálogos com os Estudos Organizacionais. Cadernos EBAPE.BR, Rio de Janeiro, RJ, v. 21, n. 3, p. e2022–0052, 2023. DOI: 10.1590/1679-395120220052. Disponível em: https://periodicos.fgv.br/cadernosebape/article/view/89318.
FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2005.
GATTI, Bernadete Angelina. Grupo focal na pesquisa em ciências e humanas. Brasília: Liber livro Editora,2005.
GIL, Antônio Carlos. Estudo de caso. São Paulo: Atlas, 2009.
Goldman, Marcio (2003). Os tambores dos mortos e os tambores dos vivos. Etnografia, antropologia e política em Ilhéus, Bahia. Revista de Antropologia: 445–476. ISSN 0034-7701
FLOR DO NASCIMENTO, W. Manifestações afro-brasileiras: cosmopercepções e religiosidades africanas no Brasil. In: KOMINEK, A. M. V.; VANALI, A. C. (org.). Roteiros temáticos da diáspora :caminhos para o enfrentamento ao racismo no Brasil. Porto Alegre: FI, 2018a. p. 501-518.
LÜDKE, M.; ANDRÉ, M. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.
MINAYO, C. O desafio do conhecimento. São Paulo: Hucitec, 1993.
MUSSI, Daniela. Pluralismo: Origens de uma teoria para tempos de crise.
Perspectivas, São Paulo, v.42, p. 225-241, jul/dez. 2012.
NASCIMENTO, André Luis; TOZI, Desirée Ramos. Gestão Social das Religiões no Mundo da Pandemia: notícias das religiões de matriz africana e os seus discursos em torno da @cura.da terra. © RIGSrevista interdisciplinar de gestão social v.10 n.1 jan./abr. 2021.
LIMA, Vivaldo da Costa. Organização do grupo de candomblé. Estratificação, senioridade e hierarquia. In: MOURA, Carlos E. M. (org.). Culto aos Orixás: voduns e ancestrais nas religiões afro-brasileiras. Rio de Janeiro: Pallas, 2004.
PAIVA, Marcelo Cardoso de. Entre a lembrança e o esquecimento: memória, história e patrimônio cultural afro-brasileiros. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 41, nº 88, 2021.Disponível em:<https://www.scielo.br/j/rbh/a/q9hD3F5qsTV4TmF4mqzkxQJ/#> Acessado em 21/05/2023.
PHILLIPS, Anne. O que há de errado com a democracia liberal? Revista Brasileira de Ciência Política, no 6, Brasília, julho-dezembro de 2011.
SANTANA, Judith Sena da Silva; NASCIMENTO, Maria Ângela Alves do. Pesquisa.
Métodos e técnicas de conhecimento da realidade social, UEFS- Editora, 2010.
SANTOS, Richard. Maioria Minorizada: um dispositivo analítico de racialidade.about:blankabout:blankabout:blankabout:blankabout:blank Rio de Janeiro: EditoraTelha, 2020.
SOUZA, M. S. de; SILVA, A. L. Mulheres na alta liderança do Banco Central do Brasil. Cadernos EBAPE.BR, Rio de Janeiro, RJ, v. 22, n. 2, p. e2023–0093, 2024. DOI: 10.1590/1679-395120230093. Disponível em: https://periodicos.fgv.br/cadernosebape/article/view/91083.
SOUZA. Luciane Barbosa de. A PROTEÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DOS TERREIROS DE CANDOMBLÉ NO RIO JANEIRO.REVISTA ENSAIOS E PESQUISA EM EDUCAÇÃO E CULTURA – 2019.1 / VOL. 06
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Sobre o autoritarismo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
SCHUMPETER, Joseph. Capitalismo, Socialismo e Democracia. Rio de Janeiro:Editora Fundo de Cultura, 1961 I Capítulo 21: A Doutrina Clássica da Democracia.http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/234. Acessado em 24/05/2023.
RABELLO, Sonia. O tombamento. In: REZENDE, Maria Beatriz; GRIECO, Bettina; TEIXEIRA, Luciano; THOMPSON, Analucia (Orgs.). Dicionário IPHAN de Patrimônio Cultural. 1. ed. Rio de Janeiro, Brasília: IPHAN/DAF/Copedoc, 2015.
Terreiros de Candomblé de Cachoeira e São Félix.Organização Graça Lobo ; coordenação Antônio Roberto Pellegrino Filho. Salvador: Fundação Pedro Calmon : IPAC, 2015.
TOZI, Desirée Ramos. A Agência política do candomblé: caminhos de mediação entre o terreiro e o Estado (2010- 2020) / Desirée Ramos Tozi. – 2022.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
- O conteúdo dos artigos é de responsabilidade exclusiva dos autores.
- É permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo dos artigos, desde que citada a fonte.
- Artigos com plágio serão recusados, e o autor do plágio perderá o direito de publicar nesta revista.
- Os nomes e endereços informados nesta revista serão utilizados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação e não estão disponíveis para outros fins ou a terceiros.
- Depois de enviar os artigos, os autores cedem os direitos autorais de seus artigos ao BJAER. Se você se arrepender da submissão, o autor tem o direito de solicitar ao BJAER que não publique seu artigo. Porém, essa solicitação deve ocorrer até dois meses antes da divulgação do número que o artigo será publicado.
- O BJAER usa a licença Creative Commons CC BY. Informações sobre esta licença podem ser encontradas em: https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/
Brazilian Journal of Animal and Environmental Research (BJAER) se reserva o direito de efetuar nos originais alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. Os trabalhos finais não serão enviadas aos autores.