Ultrassonografia ocular na identificação de persistência da artéria hialóide associada à atrofia do cristalino: relato de caso em um paciente canino
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-032Palavras-chave:
congênito, oftalmologia, patogenia, diagnóstico por imagem, cãesResumo
A ultrassonografia ocular, dentro da medicina veterinária, vem ganhando reconhecimento devido à necessidade e importância do diagnóstico apropriado para os animais que sofrem com alterações oculares que não podem ser vistas ou diagnosticadas macroscopicamente. É através da ultrassonografia ocular que é possível a visualização de algumas patologias congênitas em pequenos animais, patologias estas que nem sempre são hereditárias, mas sim geradas por diferentes fatores que influenciam no desenvolvimento ocular durante a embriogenese. A persistência da artéria hialóide é uma condição pouco estudada dentro da veterinária, possuindo pouca literatura voltada para esse tema. Essa artéria é responsável pelo fornecimento de nutrientes ao cristalino na formação do feto. Em cães, a artéria hialóide degenera-se e involui logo após o nascimento, mas em alguns casos ocorre a persistencia dessa artéria causando processos que podem culminar com a cegueira. Este trabalho tem como objetivo trazer ao público um relato de caso da persistência da artéria hialóide em um canino de 8 meses de idade, para maior compreensão e tratamento da patologia. O diagnóstico foi realizado através da ultrassonografia ocular, com complementação da anamnese oftalmológica. O tratamento persiste em acompanhamento clínico e em alguns casos, intervenção cirúrgica, como a realização da facectomia intracapsular a fim de evitar o desenvolvimento de complicações secundárias. Por fim, é de suma importância a identificação de tal patologia logo após os primeiros meses de vida do animal para melhor prognóstico, sem complicações advindas da persistência, visando um melhor bem estar para o paciente. Esse relato reforça a importância do diagnóstico por imagem na rotina clínica veterinária
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