Avaliação do girassol de corte na região dos campos de cima da Serra / RS
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-021Palavras-chave:
flores de corte, sustentabilidade, agricultura, inovaçãoResumo
Objetivo: Este trabalho teve como objetivo avaliar a produção de girassol de corte em três diferentes épocas de cultivo no município de Vacaria, localizado na região dos Campos de Cima da Serra, no estado do Rio Grande do Sul.
Referencial Teórico: O cultivo de flores de corte configura-se como uma alternativa viável para a diversificação da renda de pequenos produtores, uma vez que demanda áreas reduzidas e proporciona retorno econômico satisfatório. Dentre as opções disponíveis, o girassol de corte destaca-se pela crescente aceitação no mercado, atribuída à sua exuberância, diversidade de formas e cores.
Método: O experimento foi conduzido em delineamento de blocos casualizados, com três blocos, cada um representando uma época de plantio, e 10 repetições, em esquema fatorial (A × B), no qual o fator A correspondeu às plantas marcadas e o fator B às plantas não marcadas. As avaliações foram realizadas em duas fases: vegetativa, considerando a taxa de germinação, o número de folhas e a estatura das plantas; e reprodutiva, avaliando-se o diâmetro do capítulo, o diâmetro da haste, a altura total da planta, o número total de folhas e a tortuosidade da haste.
Resultados e Discussão: Observou-se que, de modo geral, as três épocas de cultivo foram satisfatórias para o plantio de girassol de corte. Contudo, a época 3 destacou-se por apresentar menor ciclo total, de 74 dias, em comparação às demais, além de maior número de folhas (24,3), maior altura total das plantas (106,45 cm) e maior diâmetro do capítulo (13,27 cm).
Implicações da Pesquisa: Assim, conclui-se que o girassol de corte apresentou boa adaptação às condições edafoclimáticas da região estudada, demonstrando desempenho agronômico satisfatório nas diferentes épocas de cultivo avaliadas. Dessa forma, a cultura mostra-se como uma alternativa promissora e tecnicamente viável para a diversificação de renda em propriedades rurais, especialmente para pequenos produtores, contribuindo para a ampliação das oportunidades produtivas e para a sustentabilidade econômica do meio rural.
Originalidade/Valor: A cultura do girassol de corte apresenta como principais características a rusticidade das plantas, a possibilidade de cultivo em campo aberto, a facilidade de manejo e propagação, os baixos custos de produção, a boa receptividade por parte dos consumidores locais e o rápido retorno econômico. Esses fatores, em conjunto, favorecem a adoção do girassol de corte como uma alternativa viável e atrativa para diferentes perfis de produtores.
Referências
Alves, S. M.; et al. (2014). Fertirrigação de girassol ornamental com esgoto doméstico tratado em sistema de hidroponia. IRRIGA, [S. l.], v. 19, n. 4, p. 714–726, 2014. https://doi.org/10.15809/irriga.2014v19n4p714
Camargo, A. J. A. de; amabile, R. F. (2021). Identificação das principais pragas de girassol na região Centro-oeste. Comunicado Técnico 50, Brasília, DF. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/554106/1/comtec50.pdf. Acesso em: 30 jun. 2025.
Duval, C. M. (2014). A produção de flores e a agricultura familiar. Hortic. Bras. 32 (2), Apr-Jun. https://doi.org/10.1590/S0102-05362014000200022.
Ibraflor. (2022). Instituto Brasileiro de Floricultura. Mapeamento e quantificação da cadeia de flores e plantas ornamentais do Brasil. Disponível em: http://www.ibraflor.com/publicacoes/vw.php?cod=76 Acesso em: 24 abr. 2025.
Junqueira, A. H.; Peetz, M. da S. (2007). Exportações brasileiras de flores e plantas ornamentais. Disponível em: http://www.hortica.com.br/artigos/2007primersemestr.pdf. Acesso em: 26 abr. 2025.
Mello, R.; et al. (2006). Características fenológicas, produtivas e qualitativas de girassol em diferentes épocas de semeadura para produção de silagem. Revista Brasileira de Zootecnia, v.35, n.3, p.672-682, 2006.
Morales-Ruiz, A.; et al. (2022). Efecto del fósforo sobre rendimiento agronómico, biológico y eficiencia en el uso del agua de girasol (Asteraceae), en Tehuacán, Puebla. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 5(1), 827–834. https://doi.org/10.34188/bjaerv5n1-061
Ribeiro, Y. dos S.; et al. (2024). Custos de implantação e condução de girassol de corte em sistema de plantio orgânico no Município de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná (PR), Brasil. Research, Society and Development, v. 13, n. 3, e2913345135, 2024. DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v13i3.45135
Silva, S. D. P. da. (2017). Cultivo de girassol ornamental para corte em condições semiáridas. Dissertação (Mestrado em Agronomia – Produção Vegetal) - Universidade Federal do Vale do São Francisco, Campus Ciências Agrárias, Petrolina, 2017. Disponível em: http://www.producaovegetal.univasf.edu.br/Arquivos/sheila.pdf. Acesso em: 20 jun. 2025.
Streck, N. A., Uhlmann, L. O. (2021). Flowers for all, bridging the gap between science and society. Chronica Horticulturae, 61(3), 32-34.
Simão, M. de L. (2004). O Girassol (Helianthus annuus) para Flor de Corte. DPAgr - Centro de Experimentação de Horticultura da Gafanha. Disponível em: https://www.drapc.gov.pt/base/documentos/girassol_flor_corte.php. Acesso em: 30 jan. 2025.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
- O conteúdo dos artigos é de responsabilidade exclusiva dos autores.
- É permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo dos artigos, desde que citada a fonte.
- Artigos com plágio serão recusados, e o autor do plágio perderá o direito de publicar nesta revista.
- Os nomes e endereços informados nesta revista serão utilizados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação e não estão disponíveis para outros fins ou a terceiros.
- Depois de enviar os artigos, os autores cedem os direitos autorais de seus artigos ao BJAER. Se você se arrepender da submissão, o autor tem o direito de solicitar ao BJAER que não publique seu artigo. Porém, essa solicitação deve ocorrer até dois meses antes da divulgação do número que o artigo será publicado.
- O BJAER usa a licença Creative Commons CC BY. Informações sobre esta licença podem ser encontradas em: https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/
Brazilian Journal of Animal and Environmental Research (BJAER) se reserva o direito de efetuar nos originais alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. Os trabalhos finais não serão enviadas aos autores.