Aspectos ultrassonográficos do carcinoma hepatocelular em cão – relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-010Palavras-chave:
ultrassonografia, fígado, neoplasia, carcinoma hepatocelular, histopatologia, cirurgia hepática, cãesResumo
O carcinoma hepatocelular (CHC) é o tumor maligno primário mais comum do fígado em cães. Se origina dos hepatócitos e apresenta comportamento variável, podendo ser massivo, nodular ou difuso, sendo o primeiro o mais frequente e o que possui melhor prognóstico. O CHC é, em geral, comum entre cães idosos, acima de 10 anos de idade, e quanto a predisposição racial não há consenso, mas algumas apresentam maior predisposição em estudos retrospectivos, como Beagle, Welshi Corgis, Shih Tzu, Pastor Alemão, Labrador e Golden Retriever. O presente estudo tem como objetivo relatar um caso de carcinoma hepatocelular em uma cadela sem raça definida, com 14 anos de idade, apresentando apatia, hiporexia e vômitos, além de mucosas ictéricas e dor abdominal intensa. Os exames laboratoriais revelaram aumento expressivo das enzimas hepáticas (ALT e FA), além de leucocitose e disfunção renal. A ultrassonografia exerceu papel fundamental no diagnóstico presuntivo da neoplasia, demonstrando hepatomegalia com superfície irregular, e uma formação hiperecogênica, heterogênea, com focos cavitários de permeio, entremeada a topografia de lobo lateral direito. Diante desses achados, a paciente foi submetida a lobectomia para remoção da massa e envio de amostras para exame histopatológico, que confirmou o diagnóstico de carcinoma hepatocelular bem diferenciado, tipo trabecular. A avaliação histopatológica é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo do CHC, sendo necessário definir o nível de diferenciação celular e o tipo morfológico da lesão. Entretanto, é importante salientar que exames de imagem complementares, como tomografia computadorizada e especialmente a ultrassonografia, são de extrema importância para o diagnóstico inicial, pois permitem avaliar a extensão tumoral, auxiliando no planejamento cirúrgico, orientando de forma precoce, a melhor conduta terapêutica.
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