Estudantes surdos no curso de medicina veterinária em um relato de experiência
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n1-009Palavras-chave:
educação inclusiva, interpréte, libras, terminologia técnicaResumo
Objetivou-se analisar a inclusão de estudantes surdos no curso de Medicina Veterinária por meio de relato institucional (2017-2025) em uma universidade pública brasileira. Relatos de três casos reais: o primeiro graduou em 2022, o segundo está no sexto período ambas usuárias de Libras e o terceiro evadiu no 3º período, não era usuária da Libras porque usa implante coclear. A aluna evadida apresentava surdez associada a deficiência intelectual, consequentemente, apresentou dificuldades de adaptação e aprendizagem de termos e a carga horária do curso. Os professores não possuem formação em educação inclusiva ou língua de sinais, tornando a presença dos profissionais de apoio e do intérprete indispensável. Com a presença da primeira aluna, ela criou sinais para as disciplinas técnicas específicas do curso, sendo elas: Anatomia, Histologia, Bioquímica, Clínicas e Cirurgia, facilitando a comunicação e consequentemente a aprendizagem, trazendo fluidez e elevando a compreensão. Recursos visuais, aulas práticas e avaliações adaptadas ajudaram na superação das barreiras comunicacionais. Propõem-se um glossário terminológico veterinário-Libras, formação docente obrigatória e monitoramento. Conclui-se que a inclusão é viável com intérpretes especializados e profissionais capacitados, posicionando a área como referência para inovação pedagógica inclusiva.
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