Tratamento e prevenção da mastite fúngica por Prototheca spp.: uma revisão dos protocolos e desafios no controle da doença
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n4-173Palavras-chave:
biosseguridade, mastite bovina, prototheca spp, sanidade da glândula mamária, zoonosesResumo
A mastite bovina causada por Prototheca spp. tem se consolidado como um desafio emergente na pecuária leiteira, especialmente devido à sua evolução crônica, refratariedade aos tratamentos convencionais e impacto econômico significativo. As espécies Prototheca zopfii (genótipo 2) e Prototheca blaschkeae destacam-se como os agentes de maior importância, caracterizando-se por elevada persistência ambiental, capacidade de formar biofilmes e resistência intrínseca a antimicrobianos, o que dificulta o controle e favorece a manutenção do agente nos sistemas de produção. Diante da ausência de protocolos terapêuticos eficazes, o diagnóstico precoce e as medidas preventivas assumem papel central para a mitigação da doença. O presente estudo teve como objetivo revisar criticamente a literatura científica acerca da prototecose mamária em bovinos e relatar um caso clínico atendido em uma propriedade leiteira no município de Itaperuna–RJ. A revisão evidenciou que fatores ambientais, falhas de manejo e condições higiênico-sanitárias inadequadas constituem elementos determinantes na instalação e disseminação do agente. O caso clínico descrito demonstrou evolução rápida do quadro, ausência de resposta aos antimicrobianos utilizados e perda funcional de três quartos mamários, resultando na inviabilidade produtiva da vaca acometida. Diante dos resultados, conclui-se que a mastite por Prototheca spp. permanece como enfermidade de grande relevância sanitária, exigindo abordagem integrada baseada em biosseguridade, higienização rigorosa da ordenha e manejo preventivo, uma vez que intervenções terapêuticas disponíveis apresentam eficácia limitada ou inexistente.
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