Capuchinha (Tropaeolum majus): percepção da população sobre o potencial alimentício nutricional e funcional desta plantaalimentícia não convencional versátil
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n4-186Palavras-chave:
PANC, flor alimentícia, compostos bioativos, sustentabilidade, questionário digitalResumo
O trabalho investiga, por meio de um questionário digital, o conhecimento da população brasileira sobre a capuchinha (Tropaeolum majus), uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC) reconhecida por seu potencial nutricional, gastronômico e funcional. A planta, consumida integralmente (exceto a raiz), possui compostos bioativos como luteína, flavonoides e tropaeolina, associados a propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas, além de benefícios na saúde ocular e na prevenção da degeneração macular. A pesquisa, de abordagem quantitativa e qualitativa, foi realizada por meio de questionário digital aplicado a 202 participantes de diversas regiões, idades e graus de escolaridade. Apesar de 86% afirmarem conhecer as PANC de forma geral, apenas cerca de 20% reconheceram a capuchinha, e mais de 78% nunca a consumiram. Os resultados mostram desconhecimento sobre sua comestibilidade e benefícios nutricionais e funcionais, mesmo com ampla comprovação científica. Ainda assim, os participantes demonstraram forte interesse em experimentar e adquirir a capuchinha após serem informados sobre seus benefícios. Essa receptividade indica potencial para ampliar seu uso por meio de ações educativas, divulgação científica, hortas comunitárias e incentivo gastronômico. O estudo conclui que, embora a capuchinha possua elevado valor nutricional e funcional, seu consumo ainda é limitado pela falta de informação. Porém, há grande abertura da população para incorporá-la à alimentação quando devidamente orientada, o que cria oportunidades para promover sua integração às práticas alimentares sustentáveis.
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