Levantamento epidemiológico de mormo em equídeos no estado do Piauí no período de 2015 a 2024
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n4-154Palavras-chave:
biossegurança, clínica de equídeos, equideocultura, saúde, vigilância sanitáriaResumo
O mormo é uma doença infecciosa e contagiosa que afeta principalmente cavalos, burros e mulas, representando também um risco à saúde humana devido a mesma ser uma zoonose. Causada pela bactéria Burkholderia mallei, essa enfermidade tem despertado grande preocupação tanto pela pela sua importância veterinária quanto pelo seu impacto econômico e sanitário, permanecendo um desafio para os órgãos de vigilância, tanto pela sua persistência em diferentes estados quanto pelas dificuldades relacionadas ao diagnóstico, à vigilância epidemiológica e ao controle da movimentação dos animais. Diante desse cenário, objetiva-se com este estudo analisar a ocorrência de casos confirmados de mormo em equídeos no estado do Piauí, entre os anos de 2015 e 2024. A pesquisa foi desenvolvida de forma retrospectiva, observacional e quantitativa, com base em dados fornecidos pelo laboratório NUTRISAN, responsável pela realização dos exames laboratoriais oficiais. Os dados coletados foram organizados e analisados com o auxílio do programa Microsoft Excel®, permitindo uma interpretação clara da evolução dos casos ao longo dos anos. Realizaram-se 67.913 exames, dos quais 167 foram confirmados como positivos. Observou-se uma variação significativa no número de casos, com destaque para o aumento expressivo em 2023 com 87 positivos, seguido por uma redução acentuada em 2024 com apenas 19 positivos. Os resultados demonstraram flutuações importantes ao longo da década, indicando que a doença ainda se mantém presente no estado, embora em níveis controláveis, reforçando a importância das medidas de biossegurança e da vigilância sanitária ativa. Conclui-se que a dinâmica epidemiológica do mormo no Piauí requer vigilância contínua e estratégias mais eficazes de prevenção e controle, de modo a reduzir os riscos de disseminação e assegurar maior segurança sanitária para a equideocultura do estado.
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