Casa de carnes nobres – o modelo de comercialização e pontos críticos
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n4-069Palavras-chave:
carnes nobres, conformidade sanitária, segurança alimentar, rastreabilidade, consumidorResumo
O crescimento do mercado de carnes premium no Brasil tem impulsionado o surgimento das Casas de Carnes Nobres, estabelecimentos que se diferenciam dos açougues convencionais por oferecer cortes selecionados, embalados e rastreados, respondendo à demanda por conveniência, segurança e experiência gastronômica. A relevância desta pesquisa está na contribuição teórica ao compreender um modelo comercial ainda pouco explorado e, na prática, ao oferecer subsídios para aprimorar políticas públicas e normas sanitárias. O objetivo foi avaliar a conformidade sanitária e a gestão de risco em Casas de Carnes Nobres, com base em questionários aplicados a cinco estabelecimentos formalizados e na análise de queixas registradas em plataformas oficiais de defesa do consumidor. A metodologia considerou variáveis como armazenamento, temperatura, rotulagem, higiene e capacitação de manipuladores, em conformidade com as normas do MAPA e da ANVISA. Os resultados indicam que, embora apresentem vantagens quanto à higiene e à prevenção de contaminação cruzada, esses estabelecimentos ainda carecem de planos de contingência elétrica, auditorias rigorosas de rotulagem e rastreabilidade, e programas de educação ao consumidor. Conclui-se que a implementação de medidas corretivas e certificações específicas pode fortalecer a confiança do público e a sustentabilidade do setor. Os achados têm potencial para auxiliar gestores públicos e pesquisadores na formulação de políticas de segurança alimentar e transparência comercial, beneficiando consumidores e a academia. Como limitações, destacam-se o número reduzido de estabelecimentos avaliados e o recorte geográfico restrito, recomendando-se estudos comparativos entre diferentes estados e análises longitudinais para acompanhamento da evolução do setor.
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