Resposta operacional baseada em modelagem de riscos com produtos perigosos: o papel do ALOHA e CAMEO chemicals em acidentes nas rodovias do Sul e Sudeste paraense
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n4-053Palavras-chave:
ALOHA, CAMEO Chemicals, produtos perigosos, resposta a emergências, riscos químicosResumo
O transporte rodoviário de produtos perigosos impõe riscos diretos à saúde pública e ao meio ambiente, sobretudo em regiões com infraestrutura precária e fluxo intenso de cargas químicas, como o sul e sudeste do Pará. Objetiva-se analisar as aplicações e limitações dos softwares ALOHA e CAMEO Chemicals na resposta a emergências envolvendo substâncias tóxicas, com foco nas rotinas operacionais de bombeiros e defesas civis. Para tanto, procede-se a uma revisão sistemática da literatura, com seleção de 29 publicações nacionais e internacionais produzidas entre 2018 e 2025, a partir de descritores específicos e critérios de inclusão baseados no protocolo PRISMA. Desse modo, observa-se que essas ferramentas apoiam decisões em campo, ao simular dispersões atmosféricas e indicar zonas de risco com base em dados físico-químicos e meteorológicos. Os resultados também apontam entraves como ausência de estações meteorológicas locais, limitação de recursos técnicos e lacunas na padronização entre instituições. O que permite concluir que a adoção plena dessas tecnologias depende de investimentos em capacitação, integração institucional e melhoria na qualidade dos dados de entrada. O estudo contribui para a sistematização de práticas que fortalecem a resposta coordenada a acidentes químicos no Brasil.
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