A interdisciplinaridade nas disciplinas de química e educação ambiental por meio da sequência didática: uma análise bibliográfica
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n4-036Palavras-chave:
educação ambiental, ensino de química, ensino médio, interdisciplinaridade, sequência didáticaResumo
Este artigo investiga como a integração entre o ensino de Química e o Meio Ambiente, através das sequências didáticas, pode promover uma educação crítica e emancipatória. Para isso, tem-se como objetivo analisar as sequências didáticas como instrumento capaz de ensejar na prática pedagógica a abordagem interdisciplinar para compreensão dos conteúdos da disciplina de Química e de Meio Ambiente, como importante articulador e potencializador da apropriação do conhecimento, como parte da totalidade histórica, para os alunos do ensino médio. Para esse objetivo, analisou-se diversas propostas de sequências didáticas, comparando as relações entre os conteúdos da disciplina de Química e Meio Ambiente. Apontando caminhos para uma aprendizagem crítica, a partir dos elementos da sua cultura. A metodologia utilizada foi um levantamento bibliográfico nas bases de dados da CAPES, CNPQ, bibliotecas virtuais das universidades públicas e revistas especializadas. Os resultados indicam que a sequência didática é capaz de potencializar aos alunos o entendimento do mundo, a partir da interdisciplinaridade, entre os conteúdos críticos da disciplina de Química e Meio Ambiente. No entanto, foram identificados desafios, como a necessidade de formação continuada para professores e a escassez de recursos pedagógicos nas escolas. Por fim, infere-se que o uso de sequências didáticas interdisciplinares é uma estratégia possível para problematizar a realidade dada.
Referências
ADAMS, F. W.; NUNES, S. M. T. A contextualização da temática energia e a formação do pensamento sustentável no ensino de química. Reflexões a partir do Ensino de Química, 2022. Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc32_2/12-QNESC32-2.pdf. Acesso em: 17 ago. 2024.
ALVES, C. T. S.; CAVALCANTI, J. G. S.; SIMÕES NETO, J. E. Uma sequência didática para abordagem do tema lixo eletrônico no ensino de química. Educação Química en Punto de Vista, v. 2, n. 1, 2018.
ARRIGO, V.; ALEXANDRE, M. C. L.; ASSAI, N. D. S. O ensino de química e educação ambiental: uma proposta para trabalhar conteúdos de pilhas e baterias. Experiências em Ensino de Ciências, v. 13, n. 5, p. 306-325, 2018.
AULER, D.; DELIZOICOV, D. Educação CTS e a perspectiva de mudanças no ensino de ciências. Ciência & Educação, v. 12, n. 1, p. 33-52, 2006. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/ciedu/a/JbfM5RXBW4rYfJvPY8Mw74k/. Acesso em: 18 ago. 2024.
FAZENDA, I. (Org.). O que é interdisciplinaridade. São Paulo: Cortez, 2008.
FEDERIZZI, T. Proposição de sequência didática para o tema eletroquímica no ensino técnico subsequente abordando as temáticas química verde, sustentabilidade e educação ambiental. 2023. Dissertação (Mestrado em Química em Rede Nacional) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Medianeira, 2023.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 50. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.
FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1991. GONZÁLEZ-GAUDIANO, E.; LORENZETTI, L. Investigação em educação ambiental na
América Latina: mapeando tendências. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 25, n. 3, p. 191- 211, dez. 2009.
GOUVEIA, V. P.; OLIVEIRA, S. R.; QUADROS, A. L. Algumas questões ambientais permeando o ensino de química: o que pensam os estudantes. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências, v. 11, n. 1, 2009.
HOFFMANN, J. Avaliação Mediadora: Uma Prática em Construção da Pré-Escola à Universidade. Porto Alegre: Mediação, 2005.
JAPIASSU, H. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976.
LAGO, A. C. História ambiental e ambientalismo histórico: tendências e perspectivas. Revista Mundos do Trabalho, 2007.
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 2013.
LIMA, A. B.; ROSA, A. Sequência didática para o ensino de química orgânica a partir da temática plantas. Experiências em Ensino de Ciências, v. 11, n. 2, p. 147-175, 2016. Disponível em: https://if.ufmt.br/eenci/artigos/Artigo_ID309/v11_n2_a2016.pdf. Acesso em: 18 ago. 2024.
LUCKESI, C. C. Avaliação da Aprendizagem Escolar. São Paulo: Cortez, 2011.
MAGRIN, C. P.; ZANOTTO, C.; FIORESI, C. A. Educação ambiental no ensino de química: o lixo eletrônico como abordagem temática. Rede Latino-Americana de Pesquisa em Educação Química - ReLAPEQ, v. 4, n. 1, 2020.
MARQUES, J. F. Z.; CANABARRO DREHMER MARQUES, K.; BRANCHER, V. R. Sequência
didática sobre qualidade do ar: possibilidades para o ensino de química contextualizado. Revista Tempos Espaços Educativos, v. 13, n. 32, e-13431, jan./dez. 2020.
MORADILLO, E. F.; OKI, M. C. M. Educação ambiental na universidade: construindo possibilidades. Química Nova, Salvador, BA, v. 27, n. 2, p. 1-5, out. 2004.
POTT, C. M.; ESTRELA, C. C. Histórico ambiental: desastres ambientais e o despertar de um novo pensamento. Revista Estudos Avançados, v. 31, n. 89, p. 271-291, 2017. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ea/v31n89/0103-4014-ea-31-89-0271.pdf. Acesso em: 17 ago. 2024.
RAUPP, D. T.; FRANSCISCATO, L.; LIMA, L. B. Abordando a temática poluição hídrica no Ensino Médio: uma proposta de sequência didática com foco nos contaminantes emergentes para o ensino de funções orgânicas mistas. RBECM, Passo Fundo, v. 2, n. 2, p. 407-430, 2019.
REZENDE, B. L. A.; ALMEIDA, J. S.; AMADO, M. V.; PEREIRA, M. R.; CARVALHO, V. S.;
ENDRINGER, D. C.; LEITE, S. Q. M. A interdisciplinaridade por meio da pedagogia de projetos: uma análise do projeto “Horta Escolar: Aprenda Cultivando Hortaliças” numa perspectiva CTSA. Revista Eletrônica Debates em Educação Científica e Tecnológica, v. 4, n. 1, p. 52-51, jun. 2014.
RUA, E. R.; SOUZA, P. S. A. Educação ambiental em uma abordagem interdisciplinar e contextualizada por meio das disciplinas química e estudos regionais. Química Nova na Escola, v. 32, n. 2, maio 2010.
SANTOS, D. F. Educação ambiental crítica e pedagogia histórico-crítica no ensino de química: possibilidades e limites no ensino médio. 2022. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2022.
SIMÕES, N. T.; ALVES, E. F. O uso da temática agrotóxico no ensino de química orgânica através da metodologia dos momentos pedagógicos. Revista Debates em Ensino de Química, v. 4, n. 2 (esp), p. 147-175, 2018. Disponível em: https://www.journals.ufrpe.br/index.php/REDEQUIM/article/view/2023. Acesso em: 18 ago. 2024.
SILVA, M. L. C. R. A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento - Rio-92: um balanço crítico. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, v. 13, n. 2, 2011.
SOUZA, E. P. B.; LEAL, T. A. Proposta de sequência didática interdisciplinar de química e educação ambiental: uma visão crítica. RBECM, Passo Fundo, v. 5, n. 4, p. 251-271, 2021.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
- O conteúdo dos artigos é de responsabilidade exclusiva dos autores.
- É permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo dos artigos, desde que citada a fonte.
- Artigos com plágio serão recusados, e o autor do plágio perderá o direito de publicar nesta revista.
- Os nomes e endereços informados nesta revista serão utilizados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação e não estão disponíveis para outros fins ou a terceiros.
- Depois de enviar os artigos, os autores cedem os direitos autorais de seus artigos ao BJAER. Se você se arrepender da submissão, o autor tem o direito de solicitar ao BJAER que não publique seu artigo. Porém, essa solicitação deve ocorrer até dois meses antes da divulgação do número que o artigo será publicado.
- O BJAER usa a licença Creative Commons CC BY. Informações sobre esta licença podem ser encontradas em: https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/
Brazilian Journal of Animal and Environmental Research (BJAER) se reserva o direito de efetuar nos originais alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. Os trabalhos finais não serão enviadas aos autores.