Esporotricose cutânea felina: um estudo sobre a conscientização e o comportamento dos tutores: uma pesquisa de campo

Autores

  • Beatriz Neves de Miranda
  • Felipe dos Santos de Abreu
  • José Guilherme Torres dos Santos Souza
  • Marialice Castelo Branco

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv8n4-024

Palavras-chave:

esporotricose, conscientização, prevenção, humanos, gatos

Resumo

A esporotricose é uma doença fúngica (micose), descoberta em terras brasileiras, de caráter zoonótico, causada pelo fungo sporothrix brasiliensis. É uma micose ocupacional popularmente conhecida como “Doença do Jardineiro”. Acomete principalmente os gatos, mas podendo acometer os humanos, cães entre outros animais. Seu agente pode ser encontrado em solo, plantas, árvores, material orgânico em decomposição. Sua forma de transmissão se dá através do contato direto com o solo, arranhaduras, lambedura e secreção de lesões de animais infectados, causando nos animais lesões ulcerosa, exsudativas e crostosas que não cicatrizam e localizadas em face, pavilhões auriculares e membros, podendo acometer o sistema respiratório em casos mais graves. Os humanos apresentam lesões nodulares na pele. O diagnóstico é realizado através do médico veterinário, com a realização de um dos exames: histopatológico, cultura padrão ouro, exame micológico direto. Seu tratamento é realizado com uso de itraconazol, podendo ser associado o iodeto de potássio ou anfotericina B. A prevenção pode ocorrer através da castração do animal, uso de telas de proteção em janelas e portas evitando assim que o mesmo tenha contato com a rua sempre que quiser. No caso de lares com mais de um animal, o animal infectado deve ser isolado dos demais. Para os seres humanos que trabalham diretamente com o solo ou possuam jardim, o uso de luvas, botas e roupas de manga cumprida, são imprescindíveis. Em caso de cuidados com o animal infectado, é necessário o manejo do mesmo ser realizado com luvas, evitando assim, o contato direto com o animal. Deve ser evitado as lambeduras e arranhões do animal infectado. O conhecimento antecipado sobre a enfermidade pode se dar através de consultas regulares com o médico veterinário e no caso de humanos podem ser adquiridos as informações, consultas e tratamento de forma domiciliar e gratuita pelo centro de controle de zoonoses (CCZ). A pesquisa atual foi baseada em observações relacionadas ao assunto e tem como objetivo principal investigar e detalhar a conscientização e a prevenção da esporotricose em animais e humanos.

     

Biografia do Autor

Beatriz Neves de Miranda

Felipe dos Santos de Abreu

José Guilherme Torres dos Santos Souza

Marialice Castelo Branco

Referências

Barros M.B.L., Schubach T.P., Coll J.O., Gremião I.D., Wanke B. & Schubach A. 2010. Esporotricose: a evolução e os desafios de uma epidemia. Revta. Panam. Salud. Pública 27(6):455-460.

BRUM, L.C.; CONCEIÇÃO, L.G.; RIBEIRO, V.M.; HADDAD J.V. Principais dermatoses zoonóticas de cães e gatos. Revista Clínica Veterinária, ano XII n. 69, p. 29-46, 2007.

Bonifaz, A.; Vázquez-González, D. Diagnóstico e tratamento da esporotricose linfocutânea: Quais são as opções? Curr. Fungal Infect. Rep. 2013 , 7 , 252–259. [ Google Scholar ] [ CrossRef ]

Cavalcanti, E. A. N. L. D., Ignácio, T. C., Kunrath, S. E., Meinerz, A. R. M., Farias, R. O. & Osório, L. G. (2018). Esporotricose: Revisão. PUBVET, 12(11), 1–5. https://doi.org/10.31533/pubvet.v12n11a215.1-5.

CAMPBELL, Iphis; PACHECO, Tânia Maria V. Esporotricose In: ZAINTZ, Clarisse Compêndio de Micologia Médica, 2ª edição. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2010. 978-85-277-1962-9. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-277-1962-9/. Acesso em: 06 abr. 2022

Franklin, K. B. L., Barros, T. M., Bezerra, T. A., Soares, B. C. M., Luz, A. M. F., & Moreira, E. A. C. (2021). Esporotricose zoonótica e sua relação com o ambiente rural e urbano: Revisão. PUBVET, 16(5), 1–5. https://doi.org/10.31533/pubvet.v16n05a1107.1-5.

Guimarães, T.M. & Guimarães, A. B. (2022) Esporotricose felina: Relatos de caso. PUBVET, 16(1), e1005. https://doi.org/10.31533/pubvet.v16n01a1005.1-6

GREENE, Craig E. - Doenças Infecciosas em Cães e Gatos. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2015. 978-85-277-2725-9. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-277-2725-9/. Acesso em: 06 abr. 2022.

GREMIÃO, I. D. F. et al. Geographic Expansion of Sporotrichosis, Brazil. Emerging

Infectious Diseases, v. 26, n. 3, p. 621–624, mar. 2020.

Larsson, C. E. (2011). Esporotricose. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 48(3), 250–259.

Larsson, C. E., & Lucas, R. (2016). Tratado de medicina externa: dermatologia veterinária. Interbook.

LARSSON, C. E. Sporotrichosis and cryptococcosis. In: WORLD CONGRESS OF THE WORLD SMALL ANIMAL VETERINARY ASSOCIATION, 30., 2005, Mexico City. Proceedings… Mexico City: WSAVA, 2005.LLORET, A. et al. Sporothricosis in cats: ABCD guidelines on prevention and management. Journal of Feline Medicine and Surgery, Thousand Oaks, v. 15, n. 7, p. 619-623, 2013.

Lutz, D. A., & Splendore, A. (1907). Sobre uma micose observada em homens e ratos: contribuição para o conhecimento das assim chamadas esporotricoses. Revista Médica de São Paulo, 21. https://doi.org/10.7476/9788575412831.

Madrid I.M., Mattei A.S., Fernandes C.G., Nobre M.O. & Meireles M.C.A. 2011. Epidemiological findings and laboratory evaluation of sporotrichosis: a description of 103 cases in cats and dogs in southern Brazil. Mycopathologia 173(4):265-273. Disponível em https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22143899 > Acesso em 1 jul. 2017.

Mendes, F., Sinhorini, J. A., & Cortez, T. L. (2022). Esporotricose canina: Relato de caso. PUBVET, 16(8), 1–5. https://doi.org/10.31533/pubvet.v16n08a1184.1-5.

Nelson, R. (2011). Medicina interna de pequenos animais. Elsevier Brasil

Nobre M.O., Castro A.P., Caetano D., Souza L.L., Meireles M.C.A. & Ferreiro L. 2001. Recurrence of sporotrichosis in cats with zoonotic involvement. Revta Iberoam. Micologia 18:137-140.

Orofino-Costa, R., Macedo, P. M. de, Rodrigues, A. M., & Bernardes-Engemann, A. R. (2017). Sporotrichosis: an update on epidemiology, etiopathogenesis, laboratory and clinical therapeutics. Anais Brasileiros de Dermatologia, 92(5), 606–620. https://doi.org/10.1590/abd1806-4841-2017279.

ROCHA, R. F. D. B. Tratamento da esporotricose felina refratária com a associação de iodeto de potássio e itraconazol oral. Rio de Janeiro. Dissertação Mestrado em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas – Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas. 2014. 62f.

RODRIGUES, AM et al. Progresso atual em epidemiologia, diagnóstico e tratamento da esporotricose e suas tendências futuras. Journal Fungi, v.8, p.776, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.3390/jof8080776 >. Acessado em: 18 de março de 2025. doi: 10.3390/jof8080776.

ROSSATO, L., Sporothrix brasiliensis: aspectos imunológicos e virulência. 2017. 137f. Tese (Doutorado) –Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017.

Santos, A. N. A., Santos, A. N. A., Brito, D. J., Lima, D. B. P., Silva, E. S., Santos, J. R. R., Santos, M M. M., & Silva, R. A. (2022). Esporotricose em felino: Revisão. PUBVET, 16(8), 1–4. https://doi.org/10.31533/pubvet.v16n08a1198.1-4.

SCHUBACH, T.M.P.; MENEZES, R.C.; WANKE, B. Sporotrichosis. In: Greene, C.E. Infectious diseases of the dog and cat. 4.ed. Philadelphia: Saunders Elsevier; 2012. SOUZA, H.J.M. Coletânea em Medicina e Cirurgia Felina. 1.ed. Rio de Janeiro: L. F. Livros de Veterinária LTDA., 2003. 477p.

Schubach T.M.P., Schubach A.O., Okamoto T., Figueiredo F.B., Pereira S.A., Leme L.R.P., Santos I.B., Reis R.S., Paes R.A., Perez M.A., Marzochi M.C.A., Francesconi-do-Valle A.C. & Wanke B. 2004. Utilidade do coágulo sangüíneo para o isolamento de Sporothrix schenckii de gatos naturalmente infectados. Braz. J. Vet. Res. Anim. Sci. 41(6):404-408. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-95962004000600008

Souza L.L., Nascente P.S., Nobre M.O., Meinerz A.R.M. & Meireles M.C.A. 2006. Isolation of Sporothrix schenckii from the nails of healthy cats. Braz. J. Microbiol. 37(3):372-374. http://dx.doi.org/10.1590/S1517-83822006000300031

Tóffoli, E. L., Ferreira, F. M. S., Cisi, V. L., & Domingues, L. M. (2022). Esporotricose, um problema de saúde pública: Revisão. PUBVET, 16(12), 1–7. https://doi.org/10.31533/pubvet.v16n12a1280.1-7.

XAVIER, M.O.; NOBRE, M.O.; SAMPAIO Jr., D.P.; ANTUNES, T.A.; NASCENTE, P.S.; SÓRIA, F.B. A.; MEIRELES, M.C.A. Esporotricose felina com envolvimento humano na cidade de Pelotas, RS, Brasil. Ciência Rural, v. 34, n.6, 2004.

Downloads

Publicado

2025-10-21

Como Citar

Miranda, B. N. de, Abreu , F. dos S. de, Souza, J. G. T. dos S., & Branco, M. C. (2025). Esporotricose cutânea felina: um estudo sobre a conscientização e o comportamento dos tutores: uma pesquisa de campo. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 8(4), e82985. https://doi.org/10.34188/bjaerv8n4-024

Edição

Seção

Artigos originais