Distocia: Um estudo de caso em uma cadela da raça Shih Tzu
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n4-023Palavras-chave:
distorcia, anomalias congênitas, mortalidade neonatal canina, obstretícia veterináriaResumo
A mortalidade neonatal canina é um desafio significativo na prática veterinária, especialmente na primeira semana de vida, período mais crítico para a sobrevivência dos filhotes. Entre as causas não infecciosas, a distocia destaca-se como um fator relevante, com maior ocorrência em raças de pequeno porte e braquicefálicas. Dessa forma, o objetivo desse trabalho é realizar um estudo de caso clínico de uma cadela Shih Tzu de quatro anos de idade, secundípara, sem histórico de comorbidades, que evoluiu para distocia em sua segunda gestação. Para a resolução do quadro, foram aplicadas manobras obstétricas manuais (retropulsão, extensão e tração forçada), conforme a necessidade de cada feto, para viabilizar a sua extração. A ninhada foi composta por seis neonatos, onde revelou-se alta taxa de anomalias congênitas (83,3%), incluindo alterações esqueléticas e abdominais em natimortos, além de malformações graves em dois nascidos vivos, um dos quais apresentou mortalidade neonatal imediata e o outro, tardia, no oitavo dia. Apenas um neonato foi considerado hígido. A ausência de exames diagnósticos pré-natais e de necropsia configurou limitação importante para a determinação da etiologia, porém os achados clínicos sugerem origem fetal para a distocia, possivelmente associada ao tamanho da ninhada em uma raça de pequeno porte.
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