Educação permissiva: repercussões para o trabalho docente
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-130Palavras-chave:
educação permissiva, autoridade na escola, trabalho docenteResumo
Este estudo investigou como práticas permissivas no ambiente familiar repercutem no espaço escolar e contribuem para a fragilização da autoridade docente. O objetivo central foi analisar de que modo a ausência de limites claros no lar se articula à crise de autoridade na escola e quais são as consequências desse fenômeno para o trabalho do professor. A fundamentação teórica reuniu aportes de referenciais clássicos sobre autoridade e disciplina, associados a pesquisas recentes que abordam estilos parentais, motivação discente e marcos normativos nacionais e internacionais. A metodologia adotada correspondeu a uma revisão integrativa da literatura, desenvolvida em bases de dados acadêmicas e documentos institucionais, o que possibilitou identificar tendências, lacunas e evidências convergentes. Os resultados apontaram que a permissividade familiar está relacionada a dificuldades de autorregulação, maior incidência de comportamentos desafiadores e sobrecarga no exercício docente, além de fragilizar a convivência democrática prevista em diretrizes educacionais. Conclui-se que a questão demanda políticas de cooperação entre escola e família, estratégias de apoio ao professor e o fortalecimento da autoridade pedagógica em bases dialógicas. As implicações do estudo ressaltam a relevância de repensar práticas formativas e políticas públicas que assegurem ambientes escolares seguros e propícios à aprendizagem.
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