Patrimônio cultural, casas de farinha e tecnologia social: sustentabilidade social e descolonização dos saberes
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-119Palavras-chave:
casas de farinha, epistemologias do sul, patrimônio culturalResumo
Considerando a importância das tecnologias sociais tradicionais no enfrentamento das crises socioambientais e na valorização de saberes plurais, este trabalho parte da problemática da invisibilização das casas de farinha nos debates sobre sustentabilidade e patrimônio cultural. Este artigo teve como objetivo geral analisar como a casa de farinha, enquanto tecnologia social enraizada em comunidades tradicionais, pode contribuir para práticas sustentáveis e para processos de descolonização dos saberes e modos de vida, promovendo a sustentabilidade a partir do conceito de Boaventura de Sousa Santos. Para tanto, procede-se à realização de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, com base em revisão bibliográfica interdisciplinar, especialmente nos aportes teóricos das epistemologias do Sul, formuladas por Boaventura de Sousa Santos. Desse modo, observa-se que as casas de farinha articulam práticas ancestrais com modos de produção coletiva e sustentável, constituindo-se como espaços de resistência cultural, transmissão de saberes não hegemônicos e fortalecimento de vínculos comunitários. O que permite concluir que a valorização e a salvaguarda dessas estruturas não apenas preserva um patrimônio imaterial, mas também fortalece processos de autonomia e justiça cognitiva, essenciais para a construção de modelos de desenvolvimento mais justos, inclusivos e enraizados nas realidades locais.
Referências
EMDAGRO. Análise conjuntural: cultura da mandioca, setembro 2019. Aracaju: EMDAGRO - Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe., 2019. Disponível em: https://www.emdagro.se.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/An%C3%A1lise-Conjuntural-Cultura-da-Mandioca-set-2019.pdf.
SANTOS, Boaventura de Souza; MENESES, Maria Paula. Epistemologias do Sul. Cortez Editora: São Paulo, 2014.
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