Acúmulo de prolina em acessos de gliricídia cultivados sob estresse salino in vitro
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-100Palavras-chave:
Gliricidia sepium, estresse abiótico, osmoproteçãoResumo
Este estudo teve como objetivo avaliar o acúmulo de prolina em folhas e caules de microestacas de dois acessos (Dores e Vitrine) de Gliricidia sepium cultivados in vitro sob estresse salino. As microestacas oriundas de plântulas cultivadas in vitro foram transferidas para meio WPM com diferentes concentrações de NaCl (0, 100, 150, 200, 250 mM) e foram mantidas em condições controladas de cultivo. A prolina foi quantificada aos 60 dias em folhas e caules por meio do método de Bates et al. (1973). Os resultados mostraram respostas distintas entre os acessos. Observou-se um aumento significativo de prolina nas folhas do acesso Dores na presença 100 mM de NaCl, enquanto nas concentrações superiores houve inibição do desenvolvimento foliar. No acesso Vitrine houve maior concentração de prolina no controle e com redução sob condições de salinidade. Ambos os acessos apresentaram correlação linear positiva entre a concentração de NaCl e o acúmulo de prolina no caule, indicando que houve uma preferência no mecanismo de proteção osmótica. Conclui-se que o acesso Dores apresenta maior capacidade de ajuste osmótico sob estresse moderado, enquanto o acesso Vitrine apresentou menor tolerancia. A prolina é um marcador bioquímico eficaz para ser quantificada em estudos preliminares de seleção in vitro. Estes resultados apontam a importância da cultura de tecidos como aliada nos estudos de avaliação precoce de respostas a estresses abióticos.
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