Suspeita de choque séptico em felinos: Análise retrospectiva de casos (2019-2020)
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-095Palavras-chave:
cuidados intensivos, emergência, gatos, sepseResumo
A sepse e o choque séptico estão associados a elevada mortalidade em animais de companhia. O objetivo deste estudo foi caracterizar os aspectos clínicos e epidemiológicos, bem como determinar a taxa de mortalidade de felinos com suspeita de choque séptico atendidos em um serviço de urgência e emergência. Foram avaliados 74 prontuários clínicos, dos quais 13,5% (n=10) apresentaram suspeita de choque séptico, definida por disfunção cardiovascular, como hipotensão refratária à reanimação volêmica e necessidade de terapia vasopressora. A síndrome foi mais frequente em fêmeas (90%), e os principais sistemas acometidos foram o tegumentar (50%) e o reprodutivo (30%). As disfunções orgânicas mais comuns envolveram os sistemas cardiovascular (100%), neurológico (100%) e hemostático (37%). Hiperlactatemia foi identificada em 33,3% dos casos, sendo a acidose metabólica um achado frequente. A taxa de mortalidade observada foi de 40%, enquanto 20% dos animais foram submetidos à eutanásia, resultando em taxa de sobrevida de 40%. Conclui-se que o choque séptico em felinos apresenta alta mortalidade, com maior ocorrência em fêmeas, afetando principalmente os sistemas tegumentar e reprodutivo, e associando-se a disfunções orgânicas nos sistemas cardiovascular, neurológico e hemostático.
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