Esporotricose em gatos: levantamento do perfil dos animais atendidos em hospital veterinário de uma universidade pública no período de 2022 a 2024

Autores

  • Bruna Simon Bertoglio
  • Laura Ver Goltz
  • Ana Cristina Pacheco de Araújo

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-087

Palavras-chave:

Sporothrix schenckii, felinos, arranhadura, micose, zoonose

Resumo

A esporotricose é uma zoonose causada por fungos do gênero Sporothrix, sendo os gatos os principais disseminadores da doença em áreas endêmicas. A infecção ocorre por meio do contato com solo contaminado e arranhaduras em superfícies infectadas. Os felinos acometidos apresentam lesões predominantemente na cabeça, com ulcerações e nódulos. O diagnóstico definitivo é feito por isolamento do fungo S. schenckii, sendo a citologia um método amplamente utilizado. O tratamento é prolongado e realizado com antifúngicos, como o itraconazol. Este estudo objetivou traçar o perfil dos pacientes felinos diagnosticados em Hospital Veterinário de uma Universidade Pública entre 2022 e 2024. Foram analisados 48 casos, considerando variáveis como: idade, sexo, raça, condição reprodutiva, acesso à rua, localização e tipo de lesão, além do método diagnóstico e do tipo de tratamento indicado. Nessa retrospectiva a maioria dos animais eram machos, sem raça definida, não castrados, com acesso à rua, com idades entre zero a três anos e com lesões ulceradas, sendo a citologia o exame mais utilizado para diagnóstico.

 

 

 

 

 

 

Biografia do Autor

Bruna Simon Bertoglio

 

Laura Ver Goltz

 

Ana Cristina Pacheco de Araújo

 

Referências

ALMEIDA, A. J. et al. Esporotricose em felinos domésticos (Felis catus domesticus) em Campos dos Goytacazes, RJ. Pesquisa Veterinária Brasileira. v. 38, n. 7, p. 1438–1443, 2018.

ANTUNES, T. A. et al. Esporotricose, p.109-121. In: Meireles M.C.A. & Nascente P.S. (Orgs), Micologia Veterinária. Ed. Universitária UFPel, Pelotas, 2009.

BARROS, M. B. L., et al. Esporotricose: a evolução e os desafios de uma epidemia. Revista Panamericana de Salud Publica, v. 27, n. 6, p. 455–460, 2010.

BARROS, M. B. L.; PAES, R. A.; SCHUBACH, A. O. Sporothrix schenckii and Sporotrichosis. Clinical Microbiology Reviews, v. 24, n. 4, p. 633–654, 2011.

BAZZI, T. et al. Características clínico-epidemiológicas, histomorfológicas e histoquímicas da esporotricose felina. Pesquisa Veterinária Brasileira, v. 36, n. 4, p. 303–311, 2016.

BOECHAT, J. S et al. Feline sporotrichosis: associations between clinical-epidemiological profiles and phenotypic-genotypic characteristics of the etiological agents in the Rio de Janeiro epizootic area. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz v. 113, n. 3, p. 185–196, 2018.

CAVALCANTI, E. A. N. L. D. et al. Esporotricose: Revisão. PUBVET, v. 12, n. 11 p. 1–5, 2018.

CHOMEL B. B. Emerging and re-emerging zoonoses of dogs and cats. Animals 4:434-445, 2014.

CRUZ, L. C. H. Sporothrix schenckii. Micologia Veterinária. 2ª ed. Rio de Janeiro: Revinter, p. 142-151, 2010.

DELLA-TERRA, P. P. et al. Exploring virulence and immunogenicity in the emerging pathogen sporothrix brasiliensis. Plos Neglected Tropical Diseases. v. 11, n. 8, p. 1-23, 2017.

FARIAS, M. R. et al. Doenças infecciosas em animais de produção e de companhia. 1ª ed. Rio de Janeiro, p. 919, 2016.

GONDIM, A. L. C. L.; LEITE, A. K. A. Aspectos gerais da esporotricose em pequenos animais e sua importância como zoonose. Revista Brasileira de Educação e Saúde. v.10, n.2, p.37-44, 2020.

GONÇALVES, J. C. et al. Esporotricose, o gato e a comunidade. Enciclopédia Biosfera, v.16, n.29, p.769-787, 2019.

GREENE, C. E. Esporotricose. In: SCHUBACH, T. M. P.; MENEZES, R. C.; WANKE, B. (Org.). Doenças Infecciosas em Cães e Gatos. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,. Cap. 61. p. 678-684, 2015.

GREMIÃO, I. D. F. et al. Feline sporotrichosis: epidemiological and clinical aspects. Medical Mycology, v. 53, n. 1, p. 15–21, 2015.

GROSS, T. L. et al. Esporotricose, p.289 292. In: Ibid. (Eds), Doenças de pele do cão e do gato. 2ª ed. Roca, São Paulo, 2009.

JONES, T. C; HUNT, R. D; KING, N. W. Patologia veterinária. 6. ed. São Paulo: Manole, p. 1415, 2000.

LARSSON, C. E. Esporotricose. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, São Paulo, v. 28, n. 3, p. 250-259, 2011.

LLORET, A. et al. Sporothricosis in cats: ABCD guidelines on prevention and management. Journal of Feline Medicine and Surgery, Thousand Oaks, v. 15, n. 7, p. 619-623, 2013.

MADRID, I. M. et al. Epidemiological Findings and Laboratory Evaluation of Sporotrichosis: A Description of 103 Cases in Cats and Dogs in Southern Brazil. Mycopathologia, v. 173, n. 4, p. 265–273, 2011.

MARIMON, R. et al. Sporothrix brasiliensis, S. globosa, and S. mexicana, three new Sporothrix species of clinical interest. Journal of Clinical Microbiology, v. 45, n. 3, p. 198- 206, 2007.

MEINERZ, A. R. M. et al. Frequência do vírus da leucemia felina (VLFe) em felinos domésticos (Felis catus) semidomiciliados nos municípios de Pelotas e Rio Grande. Ciência Animal Brasileira. v.11, p.90- 93, 2010.

PAVANI NETO, J. B.; CORDEIRO, M. C. S. Relato de caso de espotricose em cão. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, Curitiba, v.8, n.3, p.1-7, 2025.

PEREIRA, S. A. et al. Response to azolic antifungal agents for treating feline sporotrichosis. Vet Rec, v. 166, n. 10, p. 290-294, 2010.

PIRES, C. Revisão de literatura: esporotricose felina. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, v. 15, n. 1, p. 16-23, 2017.

ROCHA, F. R. D. B. Tratamento da esporotricose felina refratária com a associação de iodeto de potássio e itraconazol oral. Rio de Janeiro: IPEC-FIOCRUZ, 2014. 62p. Dissertação (Mestrado em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas), Fundação Oswaldo Cruz, Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, 2014.

ROSSER, E. J.; DUNSTAN R. W. Sporotrichosis, p.608-612. In: Greene C.E. (Ed.), Infectious Diseases of the Dog and Cat. 3rd ed. Elsevier, Philadelphia, 2006.

SCHUBACH, T. M. P.; MENEZES, R. C.; WANKE, B. Esporotricose. In: Greene, C. E. Doenças Infeciosas em cães e gatos. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Cap. 61, p. 678-684, 2015.

SILVA, D. T. et al. Esporotricose zoonótica: procedimentos de biossegurança. Acta Scientiae Veterinariae, v. 40, n. 4, p. 1–10, 2012.

SOUZA, C. M. et al. Percepções e saberes sobre a raiva: um estudo com estudantes do ensino fundamental em Campina Grande–PB. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, Curitiba, v.8, n.3, p.1-11, 2025.

TRABULSI, L.R. et al. Microbiologia. 3.ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2002.

Downloads

Publicado

2025-09-04

Como Citar

Bertoglio , B. S., Goltz, L. V., & Araújo, A. C. P. de. (2025). Esporotricose em gatos: levantamento do perfil dos animais atendidos em hospital veterinário de uma universidade pública no período de 2022 a 2024. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 8(3), e81982. https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-087

Edição

Seção

Artigos originais