A utilização de complexo aminoácidos – minerais no início dos protocolos de IATF (inseminação artificial em tempo fixo), melhora a taxa de prenhez em novilhas e primíparas?
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-081Palavras-chave:
reprodução, biotécnicas, primíparas, protocolosResumo
A inseminação artificial em tempo fixo (IATF) permite inseminar muitas vacas no mesmo dia e hora pré-determinada, sem a necessidade de observação de cio. Além de sanar algumas dificuldades do método tradicional, traz como vantagem: concentrar os partos, padronizar os lotes, aumentar o peso da desmama, ganho energético, encurtar a estação reprodutiva. As vacas primíparas, quando não conseguem suprir as necessidades nutricionais de manutenção, lactação e reprodução simultaneamente, por isso, apresentam taxa de prenhez bastante reduzida, devido a perdas de peso durante o final da gestação e início da lactação. Esta categoria apresenta dificuldades em ovular, pois ainda estão em desenvolvimento corporal e ao mesmo tempo amamentando uma cria. Desse modo, torna-se necessário um tratamento nutricional adequado para minimizar a situação. Uma vaca primípara vai precisar de nutrientes a mais devido a amamentação do bezerro e para seu próprio corpo. Nesse sentido, os minerais são considerados nutrientes fundamentais por participarem de diversas funções do metabolismo animal, compondo estruturas de biomoléculas, interferindo no crescimento e na manutenção de tecidos, participando como cofatores enzimáticos, ativando ações hormonais, regulando a pressão osmótica e equilíbrio ácido-básico, além de terem grande influência na produção do animal, acarretando acréscimos ou decréscimos na produtividade do sistema. Por outro lado, a utilização de aminoácidos, como suplemento alimentar, visa corrigir deficiências nutricionais e/ou estimular o crescimento dos animais. Diante disso, o trabalho avaliou a utilização de complexo aminoácidos – minerais no início dos protocolos de IATF na melhora da taxa de prenhez em novilhas e primíparas (Bos indicus). Para início do experimento, todas as fêmeas foram submetidas a exame ginecológico, através de ultrassom, com intuito de descartar animais com problemas reprodutivos, e em seguida submetidas ao protocolo de inseminação artificial em tempo fixo – IATF, sendo que no Dia 0 do protocolo foi administrado 2,0 mL de benzoato de estradiol (1 mg.mL-1) por via intramuscular, 10,0 mL de aminoácidos+minerais por via subcutânea e no mesmo momento colocado o dispositivo intravaginal impregnado com 1,0 g de progesterona. No Dia 8 foi retirado dispositivo intravagianal impregnado com progesterona, e administrado 2,5 mL de prostaglandina (5 mg. mL-1) por via intramuscular, 0,3 mL de cipionato de estradiol (2 mg.ml-1) por via intramuscular e 1,5 mL de gonadotrofina coriônica equina (200 UI.L-1), também por via intramuscular. E por fim, no D10 foi realizado a inseminação artificial. A utilização do complexo aminoácido-mineral no dia zero (D0) do protocolo de IATF, promoveu um incremento na taxa de prenhez em 3% na categoria novilhas (T2), e de 15% na categoria de primíparas, quando comparado ao grupo controle. O uso da suplementação aminoácido-mineral no início dos protocolos de IATF proporcionou uma melhor taxa de prenhez nas categorias de novilhas e primíparas, sendo um resultado surpreendente, pois as primíparas geralmente apresentam uma taxa de prenhez menor em relação as outras categorias.
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