A utilização de complexo aminoácidos – minerais no início dos protocolos de IATF (inseminação artificial em tempo fixo), melhora a taxa de prenhez em novilhas e primíparas?

Autores

  • José Manoel Moura Filho
  • Felipe Rodrigues Cunha
  • Vinicius Damasceno Falcão
  • Maria Jocilany Passos da Silva
  • Gutemberg Cavalcante dos Santos

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-081

Palavras-chave:

reprodução, biotécnicas, primíparas, protocolos

Resumo

 

 

A inseminação artificial em tempo fixo (IATF) permite inseminar muitas vacas no mesmo dia e hora pré-determinada, sem a necessidade de observação de cio. Além de sanar algumas dificuldades do método tradicional, traz como vantagem: concentrar os partos, padronizar os lotes, aumentar o peso da desmama, ganho energético, encurtar a estação reprodutiva. As vacas primíparas, quando não conseguem suprir as necessidades nutricionais de manutenção, lactação e reprodução simultaneamente, por isso, apresentam taxa de prenhez bastante reduzida, devido a perdas de peso durante o final da gestação e início da lactação. Esta categoria apresenta dificuldades em ovular, pois ainda estão em desenvolvimento corporal e ao mesmo tempo amamentando uma cria. Desse modo, torna-se necessário um tratamento nutricional adequado para minimizar a situação. Uma vaca primípara vai precisar de nutrientes a mais devido a amamentação do bezerro e para seu próprio corpo. Nesse sentido, os minerais são considerados nutrientes fundamentais por participarem de diversas funções do metabolismo animal, compondo estruturas de biomoléculas, interferindo no crescimento e na manutenção de tecidos, participando como cofatores enzimáticos, ativando ações hormonais, regulando a pressão osmótica e equilíbrio ácido-básico, além de terem grande influência na produção do animal, acarretando acréscimos ou decréscimos na produtividade do sistema. Por outro lado, a utilização de aminoácidos, como suplemento alimentar, visa corrigir deficiências nutricionais e/ou estimular o crescimento dos animais. Diante disso, o trabalho avaliou a utilização de complexo aminoácidos – minerais no início dos protocolos de IATF na melhora da taxa de prenhez em novilhas e primíparas (Bos indicus). Para início do experimento, todas as fêmeas foram submetidas a exame ginecológico, através de ultrassom, com intuito de descartar animais com problemas reprodutivos, e em seguida submetidas ao protocolo de inseminação artificial em tempo  fixo – IATF, sendo que no Dia 0 do protocolo foi administrado 2,0 mL de benzoato de  estradiol (1 mg.mL-1) por via intramuscular,  10,0 mL de aminoácidos+minerais por via subcutânea e no mesmo momento colocado o dispositivo intravaginal impregnado com 1,0 g de progesterona. No Dia 8 foi retirado dispositivo intravagianal impregnado com progesterona, e administrado 2,5 mL de prostaglandina (5 mg. mL-1) por via intramuscular, 0,3 mL de cipionato de estradiol (2 mg.ml-1) por via intramuscular e 1,5 mL de gonadotrofina coriônica equina (200 UI.L-1), também por via intramuscular. E por fim, no D10 foi realizado a inseminação artificial. A utilização do complexo aminoácido-mineral no dia zero (D0) do protocolo de IATF, promoveu um incremento na taxa de prenhez em 3% na categoria novilhas (T2), e de 15% na categoria de primíparas, quando comparado ao grupo controle.  O uso da suplementação aminoácido-mineral no início dos protocolos de IATF proporcionou uma melhor taxa de prenhez nas categorias de novilhas e primíparas, sendo um resultado surpreendente, pois as primíparas geralmente apresentam uma taxa de prenhez menor em relação as outras categorias.  

 

 

Biografia do Autor

José Manoel Moura Filho

 

Felipe Rodrigues Cunha

 

Vinicius Damasceno Falcão

 

Maria Jocilany Passos da Silva

 

Gutemberg Cavalcante dos Santos

 

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Publicado

2025-09-04

Como Citar

Moura Filho , J. M., Cunha, F. R., Falcão, V. D., Silva, M. J. P. da, & Santos, G. C. dos. (2025). A utilização de complexo aminoácidos – minerais no início dos protocolos de IATF (inseminação artificial em tempo fixo), melhora a taxa de prenhez em novilhas e primíparas?. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 8(3), e81973. https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-081

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Seção

Artigos originais