Indicadores reprodutivos e práticas de manejo em granja suinícola comercial
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-069Palavras-chave:
bem-estar animal, índices zootécnicos, suinoculturaResumo
A suinocultura desempenha papel relevante na cadeia produtiva de proteína animal, com o Brasil ocupando posição de destaque entre os maiores produtores e exportadores mundiais de carne suína. O objetivo desse estudo foi analisar o manejo reprodutivo de matrizes suínas em uma granja comercial, com foco nos principais desafios relacionados aos transtornos reprodutivos. A pesquisa foi exploratória e utilizou dados zootécnicos registrados entre 2024 e os primeiros meses de 2025, contemplando índices como taxa de retorno ao cio, repetição de cio, taxa de aborto, taxa de parto e número de leitões desmamados. Os resultados indicaram falhas no manejo reprodutivo e nutricional, ausência de ambiência adequada e presença de estresse térmico, especialmente nos meses mais quentes, fatores que impactaram negativamente o desempenho zootécnico e reprodutivo das fêmeas. A taxa de retorno ao cio foi de 3,2%, enquanto a taxa de repetição de cio superou a meta de 4% em fevereiro. A média de leitões desmamados por fêmea/ano não atingiu a meta estabelecida, com impacto direto nas taxas de produtividade. A climatização deficiente e a ausência de enriquecimento ambiental agravaram o estresse térmico, elevando as taxas de aborto nos meses de janeiro e fevereiro, com registros superiores ao limite de 0,8% recomendado. No ano de 2025, as taxas de mortalidade de leitões apresentaram-se acima da meta estabelecida, assim como o peso ao desmame, evidenciando a necessidade de ajustes nos manejos sanitário, nutricional e reprodutivo. Conclui-se que melhorias estruturais, adequações ambientais e maior controle zootécnico são fundamentais para garantir o bem-estar animal e otimizar os índices reprodutivos na suinocultura.
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