Análise das espécies de pescado comercializadas em supermercados de Manaus-AM
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-054Palavras-chave:
ictiofauna, produtos industrializados, oferta alimentarResumo
Considerando que o consumo de pescado em Manaus sempre apresentou níveis historicamente elevados e diversidade significativa, mas passou por transformações em função da urbanização e da expansão dos supermercados, o presente estudo justificou-se pela necessidade de compreender como essas mudanças afetaram a diversidade e a origem das espécies comercializadas. Objetivou-se analisar as espécies de pescado ofertadas em supermercados de Manaus-AM, distinguindo entre origem extrativa e aquícola e avaliando a diversidade disponível ao consumidor. Para tanto, procedeu-se a um levantamento de noves estabelecimentos, sendo estas redes regionais e nacionais, registrando-se sistematicamente produtos à base de pescado em diferentes categorias (congelados, enlatados, secos, não perecíveis e pet). As informações foram obtidas por observação direta, registro fotográfico e consulta a referências taxonômicas reconhecidas, sendo posteriormente organizadas e analisadas quanto à frequência e origem das espécies. Desse modo, observou-se que os produtos congelados predominaram, com destaque para Oreochromis niloticus, Colossoma macropomum, Penaeus vannamei e espécies importadas como Gadus morhua. Os enlatados concentraram-se em espécies marinhas amplamente exploradas internacionalmente, como Thunnus spp. e sardinhas, enquanto categorias como pet e produtos secos também evidenciaram forte presença de insumos exóticos. Espécies nativas amazônicas, embora presentes, tiveram participação limitada, revelando um subaproveitamento do potencial regional. Concluiu-se que a composição do pescado comercializado em Manaus foi fortemente influenciada pelas cadeias produtivas globais, com predominância de espécies exóticas, sendo necessárias políticas e estratégias para ampliar a inserção de espécies nativas, promovendo diversificação, valorização econômica local e sustentabilidade das cadeias de suprimento.
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