Recidiva de mieloencefalite protozoária equina – relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-042Resumo
A Mieloencefalite Protozoária Equina (EPM), também conhecida como Bambeira Equina, é uma doença neurológica, infecciosa e não contagiosa, causada pelo protozoário Sarcocystis neurona. O equino se infecta através da ingestão de oocistos contaminados presentes nas fezes dos gambás do gênero Didelphis spp. Por acometer o SNC, pode causar alterações neurológicas como ataxia, paresia, tropeçar no solo ou objetos, arrastar as pinças no solo, apresentar espasticidade em um ou mais membros e atrofia muscular. Essa patologia normalmente porém, não exclusivamente, é observada em equinos das raças Puro-Sangue Inglês, Quarto-de-Milha, Standardbreds e Thoroughbreds e não possui predileção por sexo ou idade. O diagnóstico é baseado no histórico, avaliação clínico-neurológica e exames laboratoriais, como a coleta de LCR para a pesquisa de anticorpos contra o S. neurona pelo teste de Western Bloot. O tratamento é feito com base na terapia de suporte (fluidoterapia e suplementos vitamínicos), antibióticos, drogas coccidiostásticas e coccidas, antiinflamatórios, analgésicos e principalmente, tratamentos complementares, como fisioterapia, acupuntura e crioterapia. Esse estudo relata a evolução clínica de um equino, da raça Brasileiro de Hipismo, macho, 15 anos, apresentando sintomatologia compatível com recidiva da EPM atendido na Universidade Estácio de Sá Campus Vargem Pequena. O paciente teve a suspensão do tratamento inicial (Diclazuril) associado a um déficit imunológico, acarretou no surgimento da sintomatologia grave. Por não responder de forma favorável ao protocolo terapêutico estabelecido após a confirmação da recidiva (Diclaruzil, Dimetilsulfóxido e Fenilbutazona), houve necessidade de realizar eutanásia.
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