Recidiva de mieloencefalite protozoária equina – relato de caso

Autores

  • Tuanne Pereira Dias
  • Federico dos Santos Cupello
  • Beatriz da Silva dos Santos
  • Camila Peixoto Rodrigues
  • Sandra del Massa
  • Bianca da Silva Salmon Pompeu
  • Juliana Bonicenha Ferreira Rezende
  • Sabrina Figueiredo Coutinho Novato
  • Emanuela Lima de Oliveira Galindo
  • Laíza Fernandes Alcaires
  • Izabel Cristina Cabral de Azevedo

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-042

Resumo

 

A Mieloencefalite Protozoária Equina (EPM), também conhecida como Bambeira Equina, é uma doença neurológica, infecciosa e não contagiosa, causada pelo protozoário Sarcocystis neurona. O equino se infecta através da ingestão de oocistos contaminados presentes nas fezes dos gambás do gênero Didelphis spp. Por acometer o SNC, pode causar alterações neurológicas como ataxia, paresia, tropeçar no solo ou objetos, arrastar as pinças no solo, apresentar espasticidade em um ou mais membros e atrofia muscular. Essa patologia normalmente porém, não exclusivamente, é observada em equinos das raças Puro-Sangue Inglês, Quarto-de-Milha, Standardbreds e Thoroughbreds e não possui predileção por sexo ou idade. O diagnóstico é baseado no histórico, avaliação clínico-neurológica e exames laboratoriais, como a coleta de LCR para a pesquisa de anticorpos contra o S. neurona pelo teste de Western Bloot. O tratamento é feito com base na terapia de suporte (fluidoterapia e suplementos vitamínicos), antibióticos, drogas coccidiostásticas e coccidas, antiinflamatórios, analgésicos e principalmente, tratamentos complementares, como fisioterapia, acupuntura e crioterapia. Esse estudo relata a evolução clínica de um equino, da raça Brasileiro de Hipismo, macho, 15 anos, apresentando sintomatologia compatível com recidiva da EPM atendido na Universidade Estácio de Sá Campus Vargem Pequena. O paciente teve a suspensão do tratamento inicial (Diclazuril) associado a um déficit imunológico, acarretou no surgimento da sintomatologia grave. Por não responder de forma favorável ao protocolo terapêutico estabelecido após a confirmação da recidiva (Diclaruzil, Dimetilsulfóxido e Fenilbutazona), houve necessidade de realizar eutanásia.

 

Biografia do Autor

Tuanne Pereira Dias

Federico dos Santos Cupello

Beatriz da Silva dos Santos

Camila Peixoto Rodrigues

Sandra del Massa

Bianca da Silva Salmon Pompeu

Juliana Bonicenha Ferreira Rezende

Sabrina Figueiredo Coutinho Novato

Emanuela Lima de Oliveira Galindo

Laíza Fernandes Alcaires

Izabel Cristina Cabral de Azevedo

Referências

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Publicado

2025-08-07

Como Citar

Dias, T. P., Cupello, F. dos S., Santos, B. da S. dos, Rodrigues , C. P., Massa, S. del, Pompeu, B. da S. S., Rezende, J. B. F., Novato , S. F. C., Galindo, E. L. de O., Alcaires, L. F., & Azevedo , I. C. C. de. (2025). Recidiva de mieloencefalite protozoária equina – relato de caso. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 8(3), e81435. https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-042

Edição

Seção

Artigos originais