Parasitose neonatal equina – relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-040Palavras-chave:
equinos neonatos, parasitose, antimicrobianos, manejo reprodutivoResumo
Os equinos neonatos são vulneráveis a diversos parasitas gastrintestinais, como Cyathostomum spp., Cylicostephanus spp., Strongylus spp., Parascaris equorum, Oxyuris equi, Strongyloides westeri, Trichostrongylus axei, Habronema spp. e Anoplocephala spp. Quando associadas à ausência de manejo sanitário adequado das éguas gestantes, essas parasitoses podem desencadear quadros clínicos graves. Este trabalho teve como objetivo relatar um caso de parasitose severa em uma potra Puro Sangue Árabe, de vinte dias de vida, atendida com sinais clínicos compatíveis com septicemia. O relato foi baseado em anamnese, exame clínico, hemograma e coproscopia. Foi identificada uma carga elevada de Strongyloides sp., anemia intensa e coinfecção por Klebsiella sp., resistente ao tratamento inicial com trimetoprim-sulfametoxazol, penicilina benzatina e dexametasona. A conduta foi revista com base em literatura científica, sendo instituído um protocolo terapêutico com ceftiofur, metronidazol, fluidoterapia, administração oral de sulfato ferroso, vitamina K, complexos B e C, além de plasma hiperimune equino. A potra apresentou resposta clínica positiva e recuperação completa. Conclui-se que o manejo profilático inadequado de éguas gestantes compromete a saúde neonatal, e que abordagens terapêuticas baseadas em evidências e exames complementares são essenciais para o sucesso clínico e prevenção da resistência microbiana.
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