Parasitose neonatal equina – relato de caso

Autores

  • Laíza Fernandes Alcaires
  • Federico dos Santos Cupello
  • Mônica Cristina de Lima da Silva
  • Monique de Souza Ferreira
  • Bruno dos Santos Oliveira
  • Sandra del Massa
  • Beatriz da Silva dos Santos
  • Bianca da Silva Salmon Pompeu
  • Sabrina Figueiredo Coutinho Novato
  • Izabel Cristina Cabral de Azevedo

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-040

Palavras-chave:

equinos neonatos, parasitose, antimicrobianos, manejo reprodutivo

Resumo

Os equinos neonatos são vulneráveis a diversos parasitas gastrintestinais, como Cyathostomum spp., Cylicostephanus spp., Strongylus spp., Parascaris equorum, Oxyuris equi, Strongyloides westeri, Trichostrongylus axei, Habronema spp. e Anoplocephala spp. Quando associadas à ausência de manejo sanitário adequado das éguas gestantes, essas parasitoses podem desencadear quadros clínicos graves. Este trabalho teve como objetivo relatar um caso de parasitose severa em uma potra Puro Sangue Árabe, de vinte dias de vida, atendida com sinais clínicos compatíveis com septicemia. O relato foi baseado em anamnese, exame clínico, hemograma e coproscopia. Foi identificada uma carga elevada de Strongyloides sp., anemia intensa e coinfecção por Klebsiella sp., resistente ao tratamento inicial com trimetoprim-sulfametoxazol, penicilina benzatina e dexametasona. A conduta foi revista com base em literatura científica, sendo instituído um protocolo terapêutico com ceftiofur, metronidazol, fluidoterapia, administração oral de sulfato ferroso, vitamina K, complexos B e C, além de plasma hiperimune equino. A potra apresentou resposta clínica positiva e recuperação completa. Conclui-se que o manejo profilático inadequado de éguas gestantes compromete a saúde neonatal, e que abordagens terapêuticas baseadas em evidências e exames complementares são essenciais para o sucesso clínico e prevenção da resistência microbiana.

 

 

Biografia do Autor

Laíza Fernandes Alcaires

Federico dos Santos Cupello

Mônica Cristina de Lima da Silva

Monique de Souza Ferreira

Bruno dos Santos Oliveira

Sandra del Massa

Beatriz da Silva dos Santos

Bianca da Silva Salmon Pompeu

Sabrina Figueiredo Coutinho Novato

Izabel Cristina Cabral de Azevedo

Referências

ALLEN PC, FRERICHS WM, HOLBROOK AA. Experimental acute Babesia caballi infections. II. Response of platelets and fibrinogen. Exp Parasitol 1975; 37:373–379. 56.

ALLSOPP, M.T.E.P., LEWIS, B.D., PENZHORN, B.L., 2007. Molecular evidence for

transplacental transmission of Theileria equi from carrier mares to their apparently healthy foals. Vet. Parasitol. 148, 130– 136.

BATTSETSEG, B.; XUAN, X.; IKADAI, H.; BAUTISTA, J. L.; BYAMBAA, B.; BOLDBAATAR, D.; BATTUR, B.; BATTSETSEG, G.; BATSUKH, Z.; IGARASHI, I.;

NAGASAWA, H.; MIKAMI, T.; FUJISAKI, K. Detection of Babesia caballi and Babesia equi in the Dermacentor nutalli adult tock. International Journal for Parasitology, v. 31, n. 4, p. 384-386, 2001.

BECHT, James L.; SEMRAD, Susan D. Hematology, Blood Typing, and Immunology of the Neonatal Foal. Veterinary Clinics Of North America: Equine Practice, [s.l.], v. 1, n. 1, p.91- 116, abr. 1985. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/s0749-0739(17)30771-x.

BOYLE, A.G; MAGDESIAN, K.G; RUBY, R.E. Neonatal isoerythrolysis in horse foals and a mule foal:18 cases (1988-2003). Journal of the American Veterinary Medical Association, v227, n.8, p.1276-1283, 2005.

BRUNING, A. Equine piroplamosis an update on diagnosis, treatment and prevetion. British Veterinary Journal, v.152, p.139-151, 1996.

CANISSO, I. F.; SOUZA, F. A.; PALHARES, M. S. Isoeritrólise Neonatal Eqüídea. Revista Brasileira de Medicina + Eqüina, São Paulo, ano 3, n 18, p 30-36, ago 2008.

COLAHAN, P. I.; MAYHEW, T. G.; MERRIT, A. M.; MOORE, J. N. Equine Medicine and

Surgery. 5ed, v 2. Ed Mosby, St Louis, Missouri, 1991. 2076 p.

CORRÊA, W. M.; CORRÊA, C. N. M. Enfermidades Infecciosas dos Mamíferos Domésticos. 2. ed, Rio de Janeiro: Medsi, 1992.

DE WAAL, DT. Equine piroplasmosis: A review. Br Vet J 1992; 148:6–14.

DONNELLAN CM, MARAIS HJ. Equine piroplasmosis. In: Mair TS, HUTCHINSON RE, eds. Infectious Diseases of the Horse. Cambridgeshire, England, UK: EVJ Ltd; 2009:333–340.

FERREIRA, Edlainne P. et al. Serological and molecular detection of Theileria equi in sport horses of northeastern Brazil. Comparative Immunology, Microbiology And Infectious Diseases, [s.l.], v. 47, p.72-76, ago. 2016. Elsevier BV.

FERREIRA NETO, J.M., VIANA, E.S., MAGALHÃES, L.M., Patologia clínica veterinária, Belo Horizonte. Rabelo e Brasil, 1978, pp. 224-228.

FINDING, Elizabeth; MCSLOY, Alex. Neonatal isoerythrolysis and other immunological diseases of foals. Companion Animal, [s.l.], v. 16, n. 3, p.10-12, abr. 2011. WileyBlackwell. http://dx.doi.org/10.1111/j.2044-3862.2010.00047.x.

FORTES, E. Parasitologia veterinária. 3. ed. Rio Grande do Sul: Sulina, 1997, p.102- 111.

FRIEDHOFF, K.T., TENTER, A.M., MULLER, I.Haemoparasites of equines:impact on international trade of horses. Revue Scientifique et Technique, v.9, p.1187-1194, 1990

GEORGES, K.C., EZEOKOLI, C.D., SPARAGANO, O., PARGASS, I., CAMPBELL, M.,

D’ABADIE, R., YABSLEY, M.J., 2011. A case of transplacental transmission of Theileria equi in a foal in Trinidad. Vet. Parasitol. 175, 363–366. GUIMARÃES, A. M.; LIMA, J. D.;

RIBEIRO, M. F. B. Sporogonyand expeimental transmission of Babesia equi by Boophilus microplus ticks. Parasitology Research, v 84, p. 69-74, 1998. LEWIS, L. D. Nutrição Clínica Eqüina, Alimentação e Cuidados. Ed. Roca, São Paulo, 2000. 710p.

REEDS, R.C.; HOURRIGAN, J.L.; HOLBROOK, A.A. Equine Piroplasmosis. Equine Pratice, v.2, n.1, p.10-14, 2009.

KOTERBA, A.M; DRUMOND, W.H; KOSCH, P.C. Equine clinical neonatology. Philadelphia: Lea & Febiger, 1990. 846 p.

MAHONEY DF, WRIGHT IG, FRERICHS WM, et al. The identi- fication of Babesia equi in Australia. Aust Vet J 1977; 53:461–464.

MERLO, V. D. et al. Habronemose cutânea equina no extremo sul da Bahia. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, Curitiba, v. 6, n. 2, p. 1090–1096, abr./jun. 2023. DOI: 10.34188/bjaerv6n2-011

Downloads

Publicado

2025-08-07

Como Citar

Alcaires, L. F., Cupello, F. dos S., Silva, M. C. de L. da, Ferreira, M. de S., Oliveira, B. dos S., del Massa, S., Santos, B. da S. dos, Pompeu, B. da S. S., Novato, S. F. C., & Azevedo, I. C. C. de. (2025). Parasitose neonatal equina – relato de caso. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 8(3), e81432. https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-040

Edição

Seção

Artigos originais