Metrite em gado leiteiro devido à retenção de placenta
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-037Palavras-chave:
metrite puerperal, partos distócicos, pós-parto, reprodução bovina, retenção de placentaResumo
O manejo adequado das vacas leiteiras no período pré e pós-parto é essencial para garantir a produtividade da propriedade e a eficiência reprodutiva. Entre as principais complicações desse período está a retenção de placenta (RP), definida como a não expulsão das membranas fetais até 12 horas após o parto, frequentemente associada à ocorrência de metrite puerperal, uma infecção uterina grave. Este trabalho teve como objetivo relatar um caso clínico de metrite puerperal associada à RP em uma vaca leiteira de quatro anos. A metodologia consistiu em um estudo de caso qualitativo, com observação direta e coleta de informações clínicas em uma fazenda no sul de Minas Gerais. A vaca apresentou RP no primeiro dia pós-parto e evoluiu para metrite com sinais como apatia, febre, secreção purulenta e queda na produção de leite. O tratamento incluiu antibiótico sistêmico (ceftiofur), anti-inflamatório (flunixin meglumina), antiparasitário (Ripercol L), vitaminas e estimulantes metabólicos, com boa resposta clínica até o vigésimo dia pós-parto. Conclui-se que a metrite puerperal tem prevalência considerável em rebanhos leiteiros, podendo comprometer a fertilidade e a produção. A integração entre acompanhamento clínico, medidas profiláticas e protocolos terapêuticos adequados é fundamental para reduzir as perdas econômicas e garantir a saúde uterina e o bem-estar dos animais.
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